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15 março 2011

Do Tempo, da Memória e do Amor


Vênus e Adônis, de Pieter Pauwel Rubens (1610)
O Tempo é um  anjo com longas asas; guias que  vão envolvendo, mais e mais, apertando sobre ti uma a uma as penas brancas do destino.
A Memória é  um imenso sol que te abrasa, deixando-te cego por vezes sem conseguires caminhar, por não saberes onde estás. Eis que quase tudo esqueces e sufocas julgando que não tens mais tempo.
Quando escrevo Liberdade, reinscrevo o Tempo e a Memória através de uma misteriosa criação da poesia, uso-a como se fosse luz e cor, ultrapasso a existência, porque só a poesia procede do caos redentor.
E do Amor? Falta nascer a palavra que descreva este sortilégio, alquimia , transmutação do sentir. Quando eu deixo de existir para te dar  à luz azul do céu, e te gravo  no meu coração sob a forma de rosa sem espinhos, elevo-te  ò flor suprema entre as flores, depois de sentires o meu beijo como Cipris, cumpro o desígnio que também outros cumpriram, honrando-lhes no Tempo a Memória de todas as coisas e todos os nomes.
No teu beijo há brevidade do orvalho, logo que foi dissipado o desejo, ou deveria escrever saciado, nasceu esta desconhecida flor sujeita ao levantar do dia ou, ao cair da noite; esmorece  nas fragas dos montes quando a fonte seca e se cala. Ondula ao vento,  crispada pela ausência da doce brisa que fugiu. Mas continua a resistir solitária porque se transmutou em Amor.
Há um sino a fustigar ao longe, por muito tempo ainda a casa da Memória. Por cima do voo pintado das andorinhas, que chegam para anunciar os ecos do calor do teu corpo no meu, crónica de um verão anunciado, onde os nossos dias foram imortais , apesar do Tempo já ter passado através deles e restar agora (apenas) o meu Amor por ti de novo tornam a mim todos os beijos que não te dei. Guardo-os como  fio dourado, de Ariadne dona e senhora (deles) e perco-me  a inventar novas almas, pois que para isso não preciso do vil metal que  tudo corrompe e escraviza.

13 maio 2008

Oração



SENHOR,

fazei de mim um instrumento da Vossa paz.

Onde há ódio, que eu leve o Amor;

Onde há ofensa, que eu leve o Perdão;

Onde há discórdia, que eu leve a União;

Onde há dúvida, que eu leve a Fé.

Onde há erro, que eu leve a Verdade;

Onde há desespero, que eu leve a Esperança;

Onde há tristeza, que eu leve a Alegria;

Onde há trevas, que eu leve a Luz.

Oh Mestre, fazei que eu procure menos ser consolado do que consolar,

ser compreendido do que compreender, ser amado do que amar.

Porque é dando que se recebe,

é perdoando que se é perdoado,

é morrendo que se ressuscita para a Vida Eterna.


São Francisco de Assis


O dia cansa, Senhor. Para o que nesta vida me dás tantos dias como este, em que mal vou sabendo de mim, o que quer dizer: de “nós”. São tão cheios de coisas, de afazeres, de pessoas – que oram brincam, ora se entristecem por tão pouca coisa e se agitam como a onda do mar que sobe e se atira à praia, enrolando-se em mil e um grãos de areia (pensamentos) que nada mais são que os problemas que fabricam.
Fica ao meu lado Senhor e toca-me com a Tua luz, não me deixes cair na tentação de ver o mundo somente através do meu olhar e do meu sentir, despojai-me de toda a matéria e dai-me o entendimento necessário para que eu caminhe para a elevação.
Não deixeis que eu me perca neste caminho de sofrimento e escudai a minha alma.
Fazei-me entender o que significa dar a vida por alguém e, sobretudo inundai-me do Vosso Amor, pois sem ele nada serei.

03 janeiro 2008

Conselho ao Homo Sapiens













E, só porque hoje estou "raivosa" decidi emitir sinais para o éter, o tempo está chuvoso , não quero fumar e , assim sendo cuidem-se Homens Sapiens! E leiam.... com muita atenção, são arrobas de palavras com muito substracto , arrancadas ao entrecasco do sofrimento, que por mal tiradas que foram, deixaram o casco com feridas profundas, correndo o risco de secar a árvore por completo!
Não me venham depois dizer que é da poluição e das secas prolongadas....
O problema começa logo na inabilidade dos tiradores da casca!

Conselhos para o Homo Sapiens no ano de 2008
O Homem do século XXI , continua diáriamente a ser confrontado e surpreendido com o "nível" intelectual, cultural e, principalmente, "liberal" da mulher ou mulheres que o rodeiam e que fazem parte, de alguma forma, da sua vivência e/ou rotinas diárias.
Entretanto, a angústia masculina diante da traição preocupa-me e desperta-me a atenção já há algum tempo., dado que se pode transformar em graves crises de violência doméstica, algumas delas culminando drásticamente em mortes, o que poderia ser evitável, através do diálogo ou de apoio de gabinetes de aconselhamento para casais em crise. (Mas isso é uma outra abordagem basta séria, que alongaria demasiado este texto).

E temos assim o Homo Sapiens que por vezes não sabe sequer como agir, e bem no seu íntimo, sente-se inseguro, rápidamente possuído pelo medo de ser traído .
Saibam pois, homens do século XXI ... que esse risco é iminente, real mesmo!!! A probabilidade de tal suceder é muito grande, mas..atenção..existe esperança! e só cabe a cada um de vós, e a mais ninguém, evitar que isso aconteça ou, então, assumir as suas "pendências " de cabeça erguida e rconhecendo os erros ( o que não é nada fácil, convenhamos).

Mas... perguntar-me-ão como se classifica uma "mulher moderna"?

A princípio seria aquela que se ama acima de tudo,que se respeita a ela própria e ao próximo, que não perde (e nem tem) tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece, que é independente material e sentimentalmente dos outros, (embora esta independência sentimental também constitua , por si só, um risco de isolamento) que é companheira, corajosa, confidente, amante...

É aquela que às vezes tem uma crise súbita de ciúmes mas que não tem vergonha nenhuma em admitir que está errada e correr para os seus braços... é aquela que sofre muitas vezes calada no isolamento das quatro paredes da sua ilha sem mar.

Um ser frágil e forte em simultâneo, que consegue ao mesmo tempo ser desarrumada e bonita... cheia de ideais e de imperfeições.
Assim, após um processo "investigatório" junto a essas "mulheres modernas" pude constatar que:

Nunca devem deixar a tal "mulher moderna" insegura. Antigamente elas choravam. Hoje, elas simplesmente traem, sem dó nem piedade. Traiem? Traiem depois de terem sido traídas e aviltadas! Note-se.
Em 1962 e , só para citar a Revista "Claudia que dava o excelente conselho : "se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar o seu carinho e provas de afecto, sem questioná-lo"...Pasme-se!!!

- Não achem NUNCA que ela tem poderes "adivinhatórios". Ela tem de saber - da sua boca - o quanto gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima. Vinte anos ao lado de um Homo Sapiens, que só diz "Amo-te" na hora da separação, é o maior gesto de sado-masoquismo num relacionamento entre um homem e uma mulher!

- Não caiam na ilusão que é normal sair com os amigos (seja para beber, para jogar futebol...reuniões alegadamente masculinas ) mais do que duas vezes por semana, três vezes então é assinar atestado de um par de "adenóides de colecção".
As "mulheres modernas" andam esclarecidas e moderadamente alertadas podem chegar ao requinte de contratar um detective privado para apanhar o Homo Sapiens com alguma extremidade na borda do cálice .Entretanto elas são categoricamente "cheias de amor para dar" e precisam da "presença masculina". Se não for a sua ... bem... algo irá mal no "reino da Dinamarca"

- Quando disser que vai ligar, ligue, senão o fizer corre o enorme risco de ela ligar para aquele ex. bom de cama .

- Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfazê-la. As "mulheres modernas" têm um pique absurdo com relação ao sexo e, principalmente dos 20 aos 38 anos, elas pensam em - e querem - fazer sexo todos os dias (pasmem, mas é a pura verdade)...bom, nem precisa dizer que se não for com você...

- Mime-a! Dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso. Machos mal (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem ( e elas permitem , evidentemente) são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é sua parceira, companheira preferida.... ou não é????

Evite provocar "ciumites" à toa. Como se pode constactar, mulher insegura, é uma máquina colocadora de "adenóides".
Ao passo que homem inseguro é uma máquina colocadora de "tabefes".

- Nunca a deixe desconfiar do facto de estar saindo com outra ou outras , excluindo naturalmente relacionamentos saudáveis de amizade . Essa mera suposição da parte delas dá ensejo a um "adenóide" tão estrondoso que quando abrir os olhos para a dura realidade dos factos, já existirá alguém MUITO MAIS "comedor" do que você...só que o prato principal, bem...dessa vez é a SUA mulher.

- Tente estar menos "cansado". A "mulher moderna" também trabalhou o dia inteiro e, para além de cuidar das crianças, cozinhar e lavar a loiça, provavelmente, ainda tem fôlego para como diziam os homens de antigamente - "dar uma", para depois, virar para lado e simplesmente dormir.

- Volte a fazer uso da imaginação. Se a quando do inicio da relação viviam sem rotina, sentindo nos locais normais lugares cheios de encanto e magia, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, creiam que a hipótese de uma mulher gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A "mulher moderna" não pode sentir falta dessas coisas...senão... teremos os implantes de "adenóides"


Deste modo, se está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta, e tem plena consciência de que, actualmente a sociedade está falha de valores e comportamentos éticamente aceitaveis, pense bem antes de fazer alguma dessas burradas"... proteja-a, ame-a, e, principalmente, faça-a saber disso.

Ela vai pensar milhões de vezes antes de lhe oferecer um par de "adenóides" extra!