21 maio 2008
Pearls before Breakfast
20 maio 2008
19 maio 2008
Perto do Fim
Que os meus olhos descessem
Ao fundo do negro poço
Ao fundo poço da morte
No fundo desse abismo
Com negras asas da noite
Nem a força das palavras
Subiram até à lua
Morrendo despedaçadas
Em terra estéril e nua.
Pudesse eu voar na rima
Do mistério da palavra
Invadir teu corpo oculto
Fazer-te sentir a dor
Com que me matas também
Sentirias como eu
O que é desejar alguém
As penas , hei-de esquecê-las
Que as penas passam também
Em noite de pedra pesada
Cai-me a noite no meu peito
Sufoco esta triste mágoa
Sonho com fim imperfeito
15 maio 2008
Holocausto em Angola
Holocausto em Angola
O livro que tanto impressionou António Barreto (v. Público, de 13.04.2008): 'Holocausto em Angola -Memórias de entre o cárcere e o cemitério', de Américo Cardoso Botelho.
Dada a importância do autor e do texto, transcreve-se integralmente o texto de António Barreto. Angola é nossa! Só hoje me chegou às mãos um livro editado em 2007, Holocausto em Angola, da autoria de Américo Cardoso Botelho (Edições Vega). O subtítulo diz: 'Memórias de entre o cárcere e o cemitério'. O livro é surpreendente. Chocante. Para mim, foi. E creio que o será para toda a gente, mesmo os que 'já sabiam'. Só o não será para os que sempre souberam tudo. O autor foi funcionário da Diamang, tendo chegado a Angola a 9 de Novembro de 1975, dois dias antes da proclamação da independência pelo MPLA. Passou três anos na cadeia, entre 1977 e 1980. Nunca foi julgado ou condenado. Aproveitou o papel dos maços de tabaco para tomar notas e escrever as memórias, que agora edita. Não é um livro de história, nem de análise política. É um testemunho. Ele viu tudo, soube de tudo. O que ali se lê é repugnante. Os assassínios, as prisões e a tortura que se praticaram até à independência, com a conivência, a cumplicidade, a ajuda e o incitamento das autoridades portuguesas. E os massacres, as torturas, as exacções e os assassinatos que se cometeram após a independência e que antecederam a guerra civil que viria a durar mais de vinte anos, fazendo centenas de milhares de mortos. O livro, de extensas 600 páginas, não pode ser resumido. Mas sobre ele algo se pode dizer. O horror em Angola começou ainda durante a presença portuguesa. Em 1975, meses antes da independência, já se faziam 'julgamentos populares', perante a passividade das autoridades. Num caso relatado pelo autor, eram milhares os espectadores reunidos num estádio de futebol. Sete pessoas foram acusadas de crimes e traições, sumariamente julgadas, condenadas e executadas a tiro diante de toda a gente. As forças militares portuguesas e os serviços de ordem e segurança estavam ausentes. Ou presentes como espectadores. A impotência ou a passividade cúmplice são uma coisa. A acção deliberada, outra. O que fizeram as autoridades portuguesas durante a transição foi crime de traição e crime contra a humanidade. O livro revela os actos do Alto-Comissário Almirante Rosa Coutinho, o modo como serviu o MPLA, tudo fez para derrotar os outros movimentos e se aliou explicitamente ao PCP, à União Soviética e a Cuba. Terá sido mesmo um dos autores dos planos de intervenção, em Angola, de dezenas de milhares de militares cubanos e de quantidades imensas de armamento soviético. O livro publica, em fac simile, uma carta do Alto-Comissário (em papel timbrado do antigo gabinete do Governador-geral) dirigida, em Dezembro de 1974, ao então Presidente do MPLA, Agostinho Neto, futuro presidente da República. Diz ele: 'Após a última reunião secreta que tivemos com os camaradas do PCP, resolvemos aconselhar-vos a dar execução imediata à segunda fase do plano. Não dizia Fanon que o complexo de inferioridade só se vence matando o colonizador? Camarada Agostinho Neto, dá, por isso, instruções secretas aos militantes do MPLA para aterrorizarem por todos os meios os brancos, matando, pilhando e incendiando, a fim de provocar a sua debandada de Angola. Sede cruéis sobretudo com as crianças, as mulheres e os velhos para desanimar os mais corajosos. Tão arreigados estão à terra esses cães exploradores brancos que só o terror os fará fugir. A FNLA e a UNITA deixarão assim de contar com o apoio dos brancos, de seus capitais e da sua experiência militar. Desenraízem-nos de tal maneira que com a queda dos brancos se arruíne toda a estrutura capitalista e se possa instaurar a nova sociedade socialista ou pelo menos se dificulte a reconstrução daquela'.Estes gestos das autoridades portuguesas deixaram semente. Anos depois, aquando dos golpes e contragolpes de 27 de Maio de 1977 (em que foram assassinados e executados sem julgamento milhares de pessoas, entre os quais os mais conhecidos Nito Alves e a portuguesa e comunista Sita Valles), alguns portugueses encontravam-se ameaçados. Um deles era Manuel Ennes Ferreira, economista e professor. Tendo-lhe sido assegurada, pelas autoridades portuguesas, a protecção de que tanto necessitava, dirigiu-se à Embaixada de Portugal em Luanda. Aqui, foi informado de que o vice-cônsul tinha acabado de falar com o Ministro dos Negócios Estrangeiros. Estaria assim garantido um contacto com o Presidente da República. Tudo parecia em ordem. Pouco depois, foi conduzido de carro à Presidência da República, de onde transitou directamente para a cadeia, na qual foi interrogado e torturado vezes sem fim. Américo Botelho conheceu-o na prisão e viu o estado em que se encontrava cada vez que era interrogado. Muitos dos responsáveis pelos interrogatórios, pela tortura e pelos massacres angolanos foram, por sua vez, torturados e assassinados. Muitos outros estão hoje vivos e ocupam cargos importantes. Os seus nomes aparecem frequentemente citados, tanto lá como cá. Eles são políticos democráticos aceites pela comunidade internacional. Gestores de grandes empresas com investimentos crescentes em Portugal. Escritores e intelectuais que se passeiam no Chiado e recebem prémios de consagração pelos seus contributos para a cultura lusófona. Este livro é, em certo sentido, desmoralizador. Confirma o que se sabia: que a esquerda perdoa o terror, desde que cometido em seu nome. Que a esquerda é capaz de tudo, da tortura e do assassinato, desde que ao serviço do seu poder. Que a direita perdoa tudo, desde que ganhe alguma coisa com isso. Que a direita esquece tudo, desde que os negócios floresçam. A esquerda e a direita portuguesas têm, em Angola, o seu retrato. Os portugueses, banqueiros e comerciantes, ministros e gestores, comunistas e democratas, correm hoje a Angola, onde aliás se cruzam com a melhor sociedade americana, chinesa ou francesa. Para os portugueses, para a esquerda e para a direita, Angola sempre foi especial. Para os que dela aproveitaram e para os que lá julgavam ser possível a sociedade sem classes e os amanhãs que cantam. Para os que lá estiveram, para os que esperavam lá ir, para os que querem lá fazer negócios e para os que imaginam que lá seja possível salvar a alma e a humanidade. Hoje, afirmado o poder em Angola e garantida a extracção de petróleo e o comércio de tudo, dos diamantes às obras públicas, todos, esquerdas e direitas, militantes e exploradores, retomaram os seus amores por Angola e preparam-se para abrir novas vias e grandes futuros. Angola é nossa! E nós? Somos de quem?
13 maio 2008
O trovador e a rosa

Há muitos, muitos anos, num pais distante, num reino perdido, existia um rei e uma rainha que tiveram uma filha.
Ambos eram estimados pelos seus súbditos que os viam como os legítimos senhores de uma terra abençoada.
Reza a lenda que, aquando do nascimento da princesa, uma garça branca como a neve, pousou mansamente no berço e deixou cair uma lágrima.
Avisou então, que chegaria um tempo em que essa pequena gota seria preciosa para salvação da princesa. Tal lágrima deveria ser guardada numa pequena caixa de cristal.
Muitos anos passaram, a princesa vivia feliz, como quase todas as princesas de conto de fadas, até que num dia quente de Agosto, quando o verão estava em pleno, exalando os seus odores de jasmim e lilazes, passeava pelos jardins do palácio e, eis que um ladrão a rapta e espanca até a deixar cheia de vergões. A princesa desmaiou, sózinha sem ninguém por perto para a socorrer, tendo-se transformado lentamente numa roseira .
Os anos passaram e, após exaustivas buscas, nunca conseguiram encontrar o rasto da princezinha.
Um dia , um trovador passeava-se pelos jardins e olhou com mais atenção para aquele pé de roseira, parecendo-lhe ver algo de diferente, algo que a distinguia das demais.
Regressou nos dias a seguir e , para seu enorme espanto , a cada dia que passava as folhas estavam mais viçosas , com um verde quase que irreal de tanto brilho que irradiavam. Mas, não existiam ainda botões de rosa, apenas pequeninos bagos verdes entumecidos de seiva. Quase todos os dias o trovador cantava para a sua bela roseira, regava-a com carinho, deixando-se seduzir pela beleza do seu caule , pequena haste de diamantes pontilhada de espinhos aguçados.
Passou cerca de ano e meio e em tempo de primavera, nasceu o primeiro botão de rosa, envolto em delicada fragância.
O trovador sentia-se fascinado, pensava mesmo em colher a sua rosa e levá-la para os seus aposentos, mas debatia-se com a dúvida e o receio que tal gesto apenas serviria para matar a flor.
Não resistindo à tentação, um dia ceifou-a pelo caule e colocou-a numa jarra de puro cristal em local onde a poderia ver sempre que desejasse. Aprisionada e fascinada pelo toque doce do trovador a rosa vivia feliz. Mas era apenas uma rosa e vivia dependente dos seus cuidados .
Acontece que era um trovador muito apreciado pelo rei, o único que com a sua música de encantar o fazia minorar um pouco a dor da sua filha desaparecida e, um dia houve em que, o rei lhe ofereceu a caixinha de cristal com a lágrima da garça, como mostra de gratidão pelos serviços prestados ao reino, já que agora velho e cansado nada mais esperava da vida e não tinha descendentes. Durante 7 longos anos o trovador tinha desempenhado um importante papel junto do rei e via assim chegado ao fim a sua importante missão recompensado com tão inestimável oferta.
Retirou-se para os seus aposentos e levando a caixa de cristal colocou-a junto da jarra onde a sua rosa vivia.
Contava-lhe aventuras de tempos idos, com tamanha nostalgia e pena de si próprio, saudades dos tempos idos de fulgor e luxo da corte, muitas vezes chorava silencioso.
A rosa chorava com ele, e a cada dia que passava ia empalidecendo, já não tinha mais a cor vermelha do rúbi, transformava-se mais e mais em cor de rosa chá, desmaiando a cada tom magoado do trovador.
Percebia finalmente, que era apenas uma rosa, um capricho nas mãos do trovador e, foi secando, secando, até que as suas pétalas uma a uma caíram perto da caixa de cristal.
Nada restando do viço inicial da sua rosa, apenas os espinhos que ele agora via e que lhe desagradavam imenso, pegou no monte de pétalas envelhecidas e guardou dentro da caixa de cristal, junto da lágrima da garça.
Na manhã seguinte, no chão dos seus aposentos viu um corpo de mulher adormecido!! Em estado de choque percebeu que era o corpo da princesa desaparecida há tantos anos, aquela por quem também ele se apaixonara e da qual guardava a recordação através dos magníficos quadros espalhados pelas paredes do palácio.
A lágrima da garça tinha-lhe insuflado um sopro de vida mas....era já demasiado tarde, porque o trovador tinha descurado a sua rosa, depois da sedução e do encantamento tinha vindo o abandono e a rosa definhou. Incapaz de sentir amor pela rosa, igualmente esta não conseguiu sobreviver e feneceu para sempre.
O amor tudo poderia suportar e a lágrima teria sido transformada em alegria, o que não sucedeu apenas porque a tristeza das recordações do passado tinha condenado o futuro a existir.
A partir desse momento, muitas rosas foram criadas em jardins de todo o mundo, mas nenhuma exalava o perfume desta e o reino acabou um dia envolto em bruma .
Hoje é apenas mais um país onde as rosas não são cuidadas
Oração

São Francisco de Assis
O dia cansa, Senhor. Para o que nesta vida me dás tantos dias como este, em que mal vou sabendo de mim, o que quer dizer: de “nós”. São tão cheios de coisas, de afazeres, de pessoas – que oram brincam, ora se entristecem por tão pouca coisa e se agitam como a onda do mar que sobe e se atira à praia, enrolando-se em mil e um grãos de areia (pensamentos) que nada mais são que os problemas que fabricam.
Fica ao meu lado Senhor e toca-me com a Tua luz, não me deixes cair na tentação de ver o mundo somente através do meu olhar e do meu sentir, despojai-me de toda a matéria e dai-me o entendimento necessário para que eu caminhe para a elevação.
Não deixeis que eu me perca neste caminho de sofrimento e escudai a minha alma.
Fazei-me entender o que significa dar a vida por alguém e, sobretudo inundai-me do Vosso Amor, pois sem ele nada serei.
12 maio 2008
Fazer a nossa parte neste mundo é:
E porque foi uma semana dura, uma luta entre o Universo e o Multiverso, uma das muitas batalhas sanguinolentas que existem dentro deste pedaço de matéria e outro tanto pedaço de alma, por vezes esfarrapada, quase que perdendo as asas, gostaria que tivessem a percepção que viver é um acto imperdível, Viver é sentir a paz do Deus que habita em mim e em cada um de nós neste nosso contínuo caminhar, aqui neste planeta, onde cada um - cada , "SER" - é parte única, integrante e especial.
Sentir que Deus habita e transforma o nosso "Ser", o nosso templo interior, através de nossas boas acções e pensamentos, onde criamos, conversamos, aprendemos e nos transformamos com paz e harmonia.
Quando cada "Ser" se conecta profundamente com o nosso "Deus" interior, ele expande e transforma o lugar onde vive e ajuda também a melhorar a humanidade, pois estamos todos de certa forma interligados.
Vamos então dar um novo sentido à vida, vamos olhar o mundo e as pessoas ao nosso redor com mais carinho e contribuição; somente quando reflectimos e agimos com consciência e propósito significativo, iremos transgredir e avançar qualquer "ordem"
negativa ou prejudicial. Vamos realmente olhar para nosso eu, mais "secreto" e abrirmo- nos sem medo, e com o coração aberto em silêncio ouvir nesse encontro, que só cada um pode fazer e sentir. É desta forma que poderemos encontrar a voz, o caminho interior e sentirmos a nossa verdadeira força.
Vamos usar o nosso pensamento e as nossas acções para dar uma "Ordem" relevante e animadora para nossa vida, em todas as áreas e assim, com entusiasmo, certeza e determinação, vamos dar o primeiro passo em direcção à transformação e ao conhecimento.
Deixar para trás o passado, cortar todos os sinais e símbolos que nos impeçam de viver o presente
Viver o presente, o novo, o agora, a cada momento e a cada dia, isso depende de um esforço e de uma atenção especial. Saber seguir, saber continuar, saber viver, buscar a sabedoria e usá-la em sintonia e orientação internas. Toda a reforma interior, ou mudança para melhor, depende da nossa busca e do nosso esforço sincero; estejamos sempre atentos e envolvidos com o que fazemos para mudar o nosso ser.
Sobretudo também é necessário muito cuidado na forma como tratamos o próximo, não o façamos morrer, cuidemos dele como gostaríamos que cuidassem de nós. Não façamos dos outros uma espécie de holograma fictício, projectando, e retirando as partes vitais, deixando-o depois jazendo no chão, exangue e sem alma.
"Sinta-se realmente nascido a cada momento para a eterna novidade do mundo" como diz Fernando Pessoa, mas faça a sua parte neste mundo, e tenha certeza que não está aqui somente para receber ou trocar de carro todo ano, a sua vida tem um significado e um propósito.
Buscar o auto conhecimento é tarefa individual e esse propósito e significado cabe a cada um encontrar e escolher, e somente em harmonia e sintonia poderemos perceber se estamos realmente no caminho certo.
Então, com dedicação e alegria ajude também a construir um mundo melhor; com a solidariedade aprendemos que precisamos muito também uns dos outros e quão gratificante é realmente poder ajudar. E, incrivelmente, essa energia é imediatamente convertida em benefícios para nós mesmos quando fazemos sem nada esperar de volta e com o coração.
È mais um segredo este que vos deixo: Quando fazemos algo sem nada esperar e , cuidado, nada do que fazemos ou dizemos (mesmo quase nada é feito desta maneira)é feito sempre na perspectiva do ganhar algo em troca.
Fazemos sempre algo à espera do retorno, e se não somos correspondidos estão criadas as condições para o sofrimento e a dependência.
E essencial sentirmo-nos gratos e felizes com o que já temos e o que se tem conseguido, pois quando agradecemos tomamos posse de tudo que nos foi confiado e definitivamente acredito e confio; creia que merece e pode viver e usufruir de tudo de bom que existe e que sonha.
*Obrigada Maria e L.M. caminhar convosco tornou o caminho menos penoso
09 maio 2008
Sempre que a noite desliza e o dia corre
em céu azul, estrelado.
E porque corre o dia
em brancas núvens moldado.
porquê tanto sofrimento
se a noite a correr assim
traz ao dia novo alento.
E sempre desliza veloz
no azul do firmamento
este meu sonho acordado
diadema em tons de azul
pérolas em forma de lua
moldando nestas palavras
uma forma que é a tua.
ali, bem perto
do infinito
onde a bruma cristaliza
nasce todos os dias
o meu pedaço de brisa
que me traz ecos de ti
Sempre que a noite desliza
em céu azul estrelado.
07 maio 2008
06 maio 2008
Só a VERDADE nos liberta, mesmo correndo o risco de ser silênciada
CLICK NESTES LINKS
http://gnr.pog.com.br/videos.htm
http://www.worldslastchance.com/pdf/WLC_Portuguese.pdf
A Nova Ordem Mundial - The New World Order - Illuminati, Skull and Bones, Maçonaria, Sociedades Secretas, Governo Oculto, conspirações e muito mais. Documentário, que mostra o poder verdadeiro por trás dos governos e da política. Como age e manipula nos bastidores, criando caos, medo, guerra e controlando o crime organizado para então surgir como o salvador, oferecendo acabar com tudo isto, instalando um governo global.
A Nova Ordem Mundial - The New World Order - Illuminati, Skull and Bones, Maçonaria, Sociedades Secretas, Governo Oculto, conspirações e muito mais. Documentário, que mostra o poder verdadeiro por trás dos governos e da política. Como age e manipula nos bastidores, criando caos, medo, guerra e controlando o crime organizado para então surgir como o salvador, oferecendo acabar com tudo isto, instalando um governo global.
Vários vídeos e trailers, que trazem uma mensagem de alerta para a Humanidade. Que mostram como as pessoas são controladas, mantido na ignorância e rastreado até seus mínimos movimentos e acções através dos implantes dos microchips. Mostra quem está por trás. A Nova Ordem Mundial - The New World Order - Illuminati, Skull and Bones, Maçonaria, Sociedades Secretas, Governo Oculto, conspirações e muito mais. No final uma bela apresentação sobre o tamanho de nossas planetas, sistema solar, galáxia e universo, inclusive com imagens do Hubble
Os preparativos de longa data para o ataque aos torres do WTC - World Trade Center em 11 de Setembro. Para entender melhor quem realmente está por traz deste acontecimento, bem como as guerras que se desenrolarem desde então, veja também os vídeos acima, A Nova Ordem Mundial, os Illuminati parte 1 e 2.
Colo de garça (IV)

Sentia-me perdida. Sabia que era inevitável o momento seguinte - como uma espécie de fascínio maldito - no tempo que tinha parado , ele avançava para mim, como um felino que ataca a presa.
Os olhos brilhavam raiados de sangue, completamente cego e preso de um furor indescritível.
Sentia todo o meu corpo a retesar-se ,e as mãos a ficaram húmidas.
Encarei-o de frente, resignada. Abateu-se sobre mim, descarregando toda a ira e raiva.
A mão caía dura na minha pele, ardendo. (ainda consigo aguentar mais, afinal a dor é isto?), atrás de mim apenas e só a parede o último reduto, mas o olhar fugia para a porta da entrada , (se eu conseguisse lá chegar). Ao soco e ao pontapé deixei-me aprisionar ainda mais, agora já enrolada sobre mim mesma, apenas tentando proteger a cabeça. Mil pensamentos me passsavam em segundos: os meus filhos, a minha vida queimada, os anos desperdiçados, a juventude perdida, a segurança paterna.
Arrastando-me devagarinho - a próxima meta era a porta da casa de banho, lá estava o armário dos medicamentos - lá poderia acabar comigo e com o sofrimento.
Ardia-me o corpo todo, imenso e ensanguentado, partida, amarfanhada, humilhada. Num ímpeto , em desespero final, consegui erguer todo o peso morto de um corpo sem alma e vazio. Esgueirei-me de supetão para a casa de banho, fechei a porta à chave. Do outro lado as pancadas soavam fortes estremecendo as paredes.
Olhei-me no espelho, olhos vermelhos, rosto pisado escorrendo sulcos negros com marcas profundas no pescoço, (quem era eu afinal? Que fazia ali? Porque ficava dia após dia , deixando-me morrer assim?).
Do outro lado da porta a voz grazinava, martelada , violenta, acusatória, (tinha de saber esperar, ainda não era chegado o tempo da fuga).
E se fugisse agora? Maldito cárcere, carcereiro intemporal, voavas do tempo passado até ao presente (não tinha bastado a vez em que me degolaste? – tinhas de voltar para me fazer reviver o tempo em que me separaste dos meus filhos).
Quantas mais vezes vou ter que renascer e sofrer no corpo e na alma a tortura e a violência?
Olhei com desespero as pequenas pérolas brancas que tinha na mão, de um só gesto engoli rápido , sabendo que iria partir.
Hoje olho para baixo, e vejo o meu corpo jazendo envolto no frio da pedra de lioz, espécie de relicário, figurinhas em rosácea – Tanagras que a Dor revolve e sagra, degolada do mundo, alma vagueando de corpo em corpo, eternamente feminina, sempre …”Até ao fim do mundo”.
Pelo menos 17 mulheres morreram este ano devido a violência doméstica e 11 sobreviveram a tentativas de homicídio neste contexto. Os dados foram avançados pela União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), que realça que são apenas resultados preliminares, contudo, mostram um aumento dos homicídios no contexto de violência doméstica, em relação ao ano anterior.
Maria José Magalhães, da direcção da UMAR, adiantou que duas destas mulheres foram mortas pelos filhos e uma das sobreviventes encontra-se ainda hospitalizada em estado grave. A responsável adianta que só este fim-de-semana morreram duas mulheres às mãos de maridos, ex-maridos, companheiros ou filhos.
Segundo os dados da UMAR, referentes aos primeiros 3 meses de 2008, a maioria das vítimas tem entre 55 e 65 anos e moram na região centro, embora haja muitas da zona norte. Destaque ainda para o facto de 30 por cento das mulheres assassinadas serem consideravelmente mais jovens, tinham entre 20 e 30 anos. As estatísticas mostram também que as vítimas pertencem a todas as classes sociais e de todas as habilitações literárias.
Os dados referem-se apenas aos casos divulgados pela comunicação social , já que, segundo a UMAR, as estatísticas oficiais demoram muito tempo a serem divulgadas, por vezes meses. Assim, é possível que o número de vítimas ainda seja superior.
«Mais príncipes do que o príncipe encantado»
As responsáveis da UMAR explicam que «é difícil para as mulheres saírem do ciclo de vitimização. Muitas temem pelas suas vidas e têm razão. Fugir é difícil e há sempre a hipótese de correr mal, além disso, pensam no futuro dos filhos, e muitas não têm condições de os sustentar».
Maria José Magalhães explica ainda que, «depois de um episódio de violência, os homens pedem desculpa e durante algum tempo são mais príncipes do que o príncipe encantado. A mulher perdoa, até porque está apaixonada, e começa mesmo a desvalorizar, mas da próxima vez é um bocadinho pior».
«O problema», adianta a responsável, «é que o homem julga-se dono de uma mulher só porque gosta dela, namora com ela, ou quer namorar. Aquilo que começa muitas vezes como um controlo do telemóvel, da roupa, e das pessoas com que a namorada fala ou está, torna-se mais tarde em violência». A situação acaba por chegar ao limite em que o agressor diz: «Se não és minha, não és de ninguém», explica.
«A mulher não pode sair deste ciclo sozinha»
Maria José Magalhães explica que «a mulher não pode sair deste ciclo sozinha» e realça a importância dos centros de atendimento terem uma resposta técnica qualificada. «O centro do Porto funciona desde Janeiro de 2007 apenas com voluntárias», realça Ilda Afonso, também da direcção da UMAR. O centro, que faz atendimento de emergência, funciona 24 horas por dia, todos os dias, «mas é muito difícil conseguir isto apenas com voluntários», garante.
A UMAR apela assim à «população em geral, à Segurança Social e ao Estado» para que ajudem a dotar estes centros dos meios humanos e infraestruturas necessárias ao atendimento das mulheres e das suas famílias.
A organização diz ainda que é preciso uma mudança de mentalidades. Para isso, implementou um programa, aplicado em escolas e bairros, para mostrar aos jovens que os problemas não se resolvem apenas com recurso à violência e para ensinar às jovens como detectar os primeiros sinais de violência.
Entre 12 e 18 de Maio, decorre na Faculdade de Psicologia do Porto o Ciclo de Cinema Feminista. Além de pretender alertar a população para os problemas das mulheres, servirá ainda para angariar fundos para os centros da UMAR
30 abril 2008
A origem do sonho ou a morte da Vida
27 abril 2008

"Pai perdoa-nos os nossos pecados assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido..."
Perdoaremos mesmo????? Seremos nós capazes de perdoar para nos sentirmos igualmente perdoados?
A Matança da Páscoa (1506)
A chamada “Matança da Páscoa” ocorreu em 1506. Entre duas e quatro mil pessoas terão sido mortas por serem judias. Segundo os relatos de diversos historiadores. O país e a cidade viviam um período de seca prolongada com surtos de peste quando, a 19 de Abril, alguém na igreja do Convento de S. Domingos, na baixa de Lisboa, afirmou ter visto o rosto de Cristo iluminado sobre um dos altares – sinal auspicioso da misericórdia divina e de futura bonança. Outro circunstante terá duvidado, considerando tratar-se de um simples reflexo do sol. Imediatamente identificado como cristão-novo, foi agredido pela multidão e espancado até à morte.
Um frade dominicano inflamou ainda mais os ânimos, prometendo 100 dias de indulgências a quem matasse os hereges. Durante três dias dessa Semana Santa, bandos de cidadãos percorreram Lisboa, pilhando, violando e matando judeus convertidos ao cristianismo na sequência do decreto real de 1497.
A corte estava fora da capital e as primeiras tentativas do rei D. Manuel para controlar a situação revelaram-se infrutíferas, até que a morte de um seu escudeiro, vítima dos tumultos, precipitou o envio de tropas reais, que puseram cobro aos desmandos. O rei mandou confiscar os bens dos responsáveis, o dominicano envolvido foi condenado à morte e o Convento terá sido fechado durante alguns anos.
- Embora alguns cronistas citem o Rossio e o cais, os testemunhos mais directos referem não só o Convento de S. Domingos como ponto de partida do massacre, mas também o Largo de S. Domingos como o local para onde convergiam todos os cadáveres, trazidos pelos malfeitores, onde eram empilhados e queimados; é por isso que ainda hoje esse é o lugar mais simbólico do massacre colocação de uma placa que lembre para a posteridade o sofrimento atroz dos judeus nesses dias;
Analisando alguns dos motivos que levaram ao massacre em que os judeus foram o bode expiatório de uma situação de seca, fome e peste ; alguns historiadores apontam o papel, odiado pelo povo, de colectores de impostos de que os cristãos-novos eram incumbidos pelo rei, tal como o eram quando judeus; o fanatismo religioso, mais uma vez o fanatismo é outra causa decisiva.
A questão da religião era absolutamente dominante, a força do absolutismo religioso, e a diabolização dos judeus um facto. No entanto, o Massacre de Lisboa, não deixa de ser um terrível exemplo de como se pode levar ao fanatismo - a intolerância e o ódio religioso, afinal tão distante, é infelizmente ainda tão actual.
Damião de Góis que na Crónica de D. Manuel conta que foram os filhos dos judeus a serem retirados aos pais para a conversão forçada e não os filhos dos mouros. Diz ele: “A razão pela qual el-Rei ordenou que levassem os filhos dos judeus e não os filhos dos Mouros era que os judeus, pelos seus pecados, não tinham reinos, nem domínios, nem cidades, nem aldeias, mas são – em todas as partes em que vivem – peregrinos e súbditos, desprovidos de poder e de autoridade para executar os seus desejos contra as ofensas e os males exercidos sobre eles ...”
Quando ligo a televisão, tudo o que sinto de repulsa pelo presente xadrez de ódios do Próximo e do Médio Oriente consegue estender-se até esse dia de há 500 anos atrás. Dir-se-á que estão distantes, e que são povos que nos são quase alheios; todavia para quem invoca, repetidamente, o lema do país dos brandos costumes, relembro que esses bárbaros de há meio milénio atrás, também foram nossos antepassados, ou, por palavras outras, para que conste, que todos nós, Portugueses de hoje, deles descendemos, e descendemos em linha directa de culpa.
Tantos massacres esquecidos.
Portugal começava a morrer nesse ano!
Desde África, citando apenas um exemplo da triste sorte do povo de Cabinda, até à sorte incerta dos nossos filhos, gerações vindouras sem futuro risonho neste “jardim à beira mar plantado” cada vez mais cheio de erva daninha.
Lamento…..amanhã dia 28 de Abril pelas 17 horas, estarei lá contra todas as formas de descriminação, religiosa e étnica.

Narração de Damião de Goes (ao tempo ainda criança quando isto sucedeu):
"... nestes dois capítulos, que são já derradeiros desta primeira parte tratarei de um tumulto, e levantamento, que aos dezanove dias de Abril, deste ano de mil quinhentos e seis, em Domingo de Pascoela fez em Lisboa contra os cristãos-novos, que foi pela maneira seguinte. No mosteiro de São Domingos da dita cidade estava uma capela a que chamava de Jesus, e nela um crucifixo, em que foi então visto um sinal, a que davam cor de milagre, com quanto os que na igreja se acharam julgavam ser o contrário dos quais um cristão-novo disse que lhe parecia uma candeia acesa que estava posta no lado da imagem de Jesus, o que ouvindo alguns homens baixos o tiraram pelos cabelos de arrasto para fora da igreja, e o mataram, e queimaram logo o corpo no Rossio. Ao qual alvoroço acudiu muito povo, a quem um frade fez uma pregação convocando-os contra os cristãos-novos, após o que saíram dois frades do mosteiro, com um crucifixo nas mãos bradando, heresia, heresia, o que imprimiu tanto em muita gente estrangeira, popular, marinheiros de naus, que então vieram da Holanda, Zelândia, e outras partes, ali homens da terra, da mesma condição, e pouca qualidade, que juntos mais de quinhentos, começaram a matar todos os cristãos-novos que achavam pelas ruas, e os corpos mortos, e os meio vivos lançavam e queimavam em fogueiras que tinham feitas na Ribeira e no Rossio a qual negócio lhes serviam escravos e moços que com muita diligência acarretavam lenha e outros materiais para acender o fogo, no qual Domingo de Pascoela mataram mais de quinhentas pessoas. A esta turma de maus homens, e dos frades, que sem temor de Deus andavam pelas ruas concitando o povo a esta tamanha crueldade, se ajuntaram mais de mil homens da terra, da qualidade dos outros, que todos juntos segunda-feira continuaram nesta maldade com maior crueza, e por já nas ruas não acharem cristãos-novos, foram cometer com vaivéns e escadas as casas em que viviam, ou onde sabiam que estavam, e tirando-os delas de arrasto pelas ruas, com seus filhos, mulheres, e filhas, os lançavam de mistura vivos e mortos nas fogueiras, sem nenhuma piedade, e era tamanha a crueza que até nos meninos, e nas crianças que estavam no berço a executavam, tomando-os pelas pernas fendendo-os em pedaços, e esborrachando-os de arremesso nas paredes. Nas quais cruezas não se esqueceram de meter a saque as casas, e roubar todo o ouro, prata, e enxovais que nelas acharam, vindo o negócio a tanta dissolução que das igrejas tiraram muitos homens, mulheres, moços, moças, destes inocentes, despegando-os dos Sacrários, e das imagens de nosso Senhor, e de nossa Senhora, e outros Santos, com que o medo da morte os tinha abraçado, e dali os tiraram, matando e queimando sem nenhum temor a Deus assim a elas como a eles. Neste dia pereceram mais de mil almas, sem que na cidade alguém ousasse de resistir, pela pouca gente de sorte que nela havia por estarem os mais dos honrados fora, por causa da peste. E se os alcaides, e outras justiças, queriam acudir a tamanho mal, achavam tanta resistência, que eram forçados a se recolher a parte onde estivessem seguros, de não acontecer o mesmo que aos cristãos-novos. (…) Passado este dia, que era o segundo desta perseguição, tornaram terça-feira este danados homens a prosseguir a sua crueza, mas não tanto quanto nos outros dias porque já não achavam quem matar, pois todos os cristãos-novos que escaparam desta tamanha fúria, serem postos a salvo por pessoas honradas, e piedosas que nisto trabalharam tudo o que neles foi.”
26 abril 2008
O Homem não morre quando deixa de viver, mas quando deixa de amar....(Não morra ainda!).

Viver a vida intensamente exige de cada um de nós uma entrega na busca de experiências que visem proporcionar-lhe prazer imediato. É como se cada dia vivido fosse o último da nosa existência e a vida é encarada como uma oportunidade de busca de situações que dêem sentido ao lema: "A vida deve ser aproveitada ao máximo".
A seguir, deixo aqui algumas opiniões em forma de pensamentos, poesias e mensagens de nomes famosos e desconhecidos.
Pessoas que como nós viveram ou vivem e que deixaram para a posteridade frases que nada mais significam que impressões baseadas em experiências de muitas vidas.
Mário Quintana, poeta"Vale a pena viver, nem que seja para dizer que não vale a pena..."
James Dean, actor de cinema"Sonhe como se fosse viver para sempre; viva como se fosse morrer amanhã."
Roberto Carlos, cantor e compositor
"É preciso saber viver.
Quem espera que a vida seja feita de ilusão,
pode até ficar maluco ou morrer na solidão.
É preciso ter cuidado prá mais tarde não sofrer,
é preciso saber viver.
Toda pedra do caminho você pode retirar;
numa flor que tem espinhos você pode se arranhar.
Se o bem e o mal existem você pode escolher,é preciso saber viver..."
Plutarco, filósofo grego
"É preciso viver, não apenas existir."
Alberto Einstein, cientista
"Há duas maneiras de viver a vida: a primeira é vivê-la como se os milagres não existissem. A segunda é vivê-la como se tudo fosse um milagre.
"Mahatma Gandhi, pacifista e líder hindu"A felicidade não está em viver, mas em saber viver.Não vive mais o que mais vive, mas o que melhor vive."
Augusto Vicente, poeta
"Viver é expressar todos os dias um sorriso de calma;
é apresentar se nesse pequenino palco que é a Terra;
é buscar do público fiel (sua alma) aplausos por estar vivo.
Actue com perseverança, arrisque-se, ame, viva, pois somos o produto de nossas acções e de nosso comportamento".
Charles Chaplin, actor e director de cinema
"O homem não morre quando deixa de viver, mas sim quando deixa de amar."
Cazuza, cantor e compositor"
Você está vivo. Este é o seu espetáculo.Só quem se mostra se encontra,por mais que se perca no caminho."
Cora Coralina, poetisa"
Não sei... se a vida é curta ou longa demais para nós,mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.Muitas vezes basta ser:colo que acolhe,braço que envolve,palavra que conforta,silêncio que respeita,alegria que contagia,lágrima que corre,olhar que acaricia,desejo que sacia,amor que promove.E isso não é coisa de outro mundo.é o que dá sentido à vida.É o que faz com que esta não seja nem curta,nem longa demais.Mas que seja intensa,verdadeira, pura... enquanto durar."
Moacir Sader, poeta
"O que é importante...O importante é o sorriso,a pureza da criança.O importante é conservarmos a criança em nós.O importante é superar as desavenças com rápido perdão, total superação.O importante é deitar à noite com o coração em paz,com a sensação do dever cumprido,sem peso na consciência.O importante é viver com plenitude,renascendo sempre,em cada manhã..."
Gabriel Garcia Marques, escritor
"É necessário abrir os olhos e perceber as coisas boas dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos, nem os desejos de razão.O importante é aproveitar o momento e aprender a sua duração,pois a vida está nos olhos de quem sabe ver."
Comentário final:Estas citações são para si... para que diante da intensa influência de valores materialistas e consumistas de nossa sociedade, eles possam reflectir a respeito de como chegar a um ideal de vida baseado na sua própria escolha. Escolhas que, muitas vezes, entre a dúvida de viver a vida com intensidade ou intensamente, não são nada fáceis.
"A vida, como a fizeres, estará contigo em qualquer parte."Chico Xavier
22 abril 2008
Hoje foi noticia no Largo de S.Domingos em Lisboa
Podeis desistir, mas não desisto de vós...

Devo ter gerado mais outro monstro dentro de mim - Pensava eu - enquanto me olhava ao espelho, enquanto sentia, sem compreender, o que tinha sido gerado. E porque nem sempre compreendemos o que criamos!
Como era possível gostar tanto de algo que me magoava e que invadia o meu espaço?
Como é possível não pensar nos sentimentos e sentir com os mesmos o pensamento?
E agora?
Agora, sussurrava-me a minha voz interior – tens dois caminhos, (e eu dizia: não! São 4 os caminhos – estou numa encruzilhada).
Sempre continuando a olhar-me no espelho, conseguia aperceber-me, apesar do denso nevoeiro que tudo embaciava , de dois enormes poços escuros cheios de água salgada.
Tudo em redor era seco, as árvores curvavam-se sem folhas, sem húmus a percorrer o tronco.
Este monstro tinha nome, tinha raízes cada vez mais fundas e alimentava-se de mim e, contrasenso ou não, eu permitia que tal acontecesse, apenas por medo!
E o medo gera esta raiva contida, a frustração, E a vida foge ao controle, descarrila , caindo na ravina, no abismo.
Os passos ficam trôpegos, cansados, suportando um peso desmedido, apenas por medo de aliviar a carga de um tempo indeterminado sem prazo de validade em lugar nenhum.
Olhar para cima, desviar-me da imagem que criei, do espelho que me enfeitiça…
Há momentos na vida em que o silêncio fere, rasga-nos devagarinho, criando sulcos vermelhos de dor. Mas continuamos teimosamente a sofrer, porque o medo de perder a nossa linha do horizonte é maior do que o medo de perder a bússola que nos orienta para essa ou outra linha.
O monstro é o medo!
Subitamente as águas galgaram o muro, correram livres , encosta abaixo rumo ao imenso oceano, e deixaram para sempre escrito na pedra:
Grava-me,
como um selo em teu coração,
como um selo em teu braço;
pois o amor é forte, é como a morte!
Cruel como o abismo é a paixão;
suas chamas são chamas de fogo
uma faísca de Deus!
As águas da torrente jamais poderão
apagar o amor,
nem os rios afogá-lo.
Quisesse alguém dar tudo o que tem
para comprar o amor...
Seria tratado com desprezo
(Cântico dos Cânticos (Ct 8,6-7)
“Podeis desistir, mas não desisto de vós; continuarei a inundar o mundo de dons e pedir que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei."
21 abril 2008
A cadela "Tresloucada"
19 abril 2008
Era uma vez um príncipe encantado.....
A história que vou aqui deixar-vos é, naturalmente uma espécie de simbologia do real com algumas nuances de ficção.
O nosso príncipe encantado tratou de escolher o melhor alazão, um puro sangue lusitano, um filho do vento muito veloz, uma memória de elefante, audição e vista apuradas.
Ele queria o melhor para concretizar a busca pela sua princesa encantada!
Inscreveu-se em vários torneios, autênticos “sítios” de encontros virtuais e diversos provedores. Criou várias contas de Hotmail E começou a cavalgada!
E todas as noites cavalgava à desfilada por entre regiões nebulosas, térreas étereas, locais inacessíveis ao comum dos mortais. Visitou várias cidades, países inclusive!
E, assim, toda noite navegava à procura de sua futura mulher.
Na sua lista constavam desde terapeutas até uma ex-guerrilheira, passando por profissionais liberais, executivas, artistas plásticas, donas de casa, desocupadas, enfim, lá estava este cavaleiro andante sempre em busca do sonho e da quimera.
Consoante os locais e o tempo usava vários nomes, uma vez era Romeu e na seguinte poderia ser Gandhi ou mesmo Apolo. Bastava-lhe usar a imaginação que a fada madrinha lhe tinha dado aquando do seu nascimento.
Com o passar do tempo apresentava sinais de evidente cansaço, porque nenhuma mulher queria levá-lo a sério, mesmo mostrando todas as qualidades que um ser humano íntegro e responsável deveria possuir.
Comentava que a psicologa o tratava como paciente. A guerrilheira convidou-o para aulas de sobrevivência na selva amazônica.
E as propostas eram as mais escabrosas: sustentar toda a família do ex-marido, viver numa praia paradisíaca, viajar para Nova Iorque, sem falar numa alpinista que queria casar no Monte Everest.
Já não sabia o que fazer. Afinal, foi procurar uma princesa encantada e só encontrou bruxas no castelo assombrado.
Ficou algum tempo sem frequentar a Internet. Bloqueou o MSN e voltou para a vida boémia com devidos aplausos dos amigos e afins.
Notou que depois da farra os ditos cujos amigos e casados voltavam para seus felizes lares e lá ia o nosso príncipe perdido na solidão da noite.
Dizem que a raposa perde o pêlo mas não perde o vício.
E para acabar com tanta solidão só restou reactivar o cavaleiro andante e toda sua Távola Redonda.
Reabriu todos os canais competentes e voltou à caça.
Tinha que dar certo.
Um dia, deu de caras com uma “Cinderela”.
Paixão à primeira vista. Trocaram mil e-mails, mantinham conversas no MSN, viam-se pela webcam, fora a conta do telefone que crescia dia a dia.
Chegou o grande dia: conhecer a sua princesa encantada.
Roupa nova, perfume, lavagem no carro e lá foi o príncipe para o encontro.
Sentando num café, no centro comercial, aguardava ansioso a rainha do seu coração.
Em dado momento observou que ela estava a chegar. Igualzinha às fotos e às imagens da webcam.
O coração batia forte e o príncipe correu ao seu encontro, esquecendo-se até de pagar o café. Isto para não falar no parque de estacionamento, onde igualmente se tinha esquecido de colocar o talão do parquímetro – é que no regresso (ele não sabia) o carro estaria bloqueado e teria de pagar uma avultada coima!
Enfim….adiante!
Beijos, abraços, trocas de juras amorosas, suspiros e outras frescuras de um primeiro encontro.
Embriagados de tanta paixão logo congeminaram um local idílico: Cama redonda, perfume no ar, música sensual, ambiente embriagado afim de unirem os seus corpos nas emoções do amor.
Eis que a princesa lhe diz: “vou me preparar amor, aguarde”.
O apaixonado agitou-se na cama tenso, tremendo de emoção.
Minutos depois (que pareciam eternidades) porta abriu-se…e …o nosso príncipe caiu estatelado na cama.
A linda princesa era um ET!
……………..
15 abril 2008
Criança normal, cheguei pela primeira vez à escola primária, com um fatinho amarelo de lã e um gorro da mesma cor na cabela.Hoje penso que devia parecer um pato amarelo. Levava na pasta algumas preciosidades, tais como uma borracha com um cheirinho delicioso - até dava vontade de a trincar!Uma caixa de lápis Viarco e livros novinhos em folha.
Mas o pior eram depois as réguadas, uma grossa régua de madeira e o enorme ponteiro de cana da índia! A escola fazia-me sono, detestava ter de escrever direito e era obrigada a preencher inúmeros cadernos de caligrafia, já que a minha letra eram algo disforme.Já era rebelde por natureza, fingia que estudava e dentro da gaveta da secretária escondia livros aos quadradinhos que tirava à socapa do quiosque da Dona Jesuina. Era uma devoradora compulsiva de tudo o que se me apresentava escrito.
Tsntos livros, desde a Condessa de Ségur até aos célebres livros dos 5, fábulas e estórias de fadas, príncipes e reinos encantados que eu devorava pela noite dentro, sempre acabando a leitura debaixo do lençol e apenas com uma mínuscula pilha eléctrica.
Fui armazenando dentro de mim um imáginário fabuloso, crédula que a realidade seria de facto assim mesmo.
Descobria passagens secretas, trilhos obscuros, e tinha até um local mágico debaixo de uma figueira, a casa secreta das brincadeiras, fizesse chuva ou sol a cantilena soltava-se fácil dos meus lábios : "Está a chover e a fazer sol, é a Ana feiticeira a cavalo na figueira e as bruxas no farol a moer pão mole".
Chegava o tempo de férias, num mar azulinho, e, eu de boia à cintura, na então despoluida praia dos Pescadores ou na praia da Conceição deliciava-me com as construções na areia, e as banhocas, sempre sobre o olhar vigilante dos meus pais. Depois vinha o almocinho, pleno de cheiros deliciosos, quase sempre peixe grelhado acompanhado de belas saladas com um gosto fabuloso que nenhuma das gerações vindouras poderá alguma vez mais sentir.
Lanches , pic-nics, e muito contacto com a natureza, era isto a felicidade!
Infancia passada, adolescência chegada era o tempo de descobrir o porquê de novos mistérios e o sexo masculino intimidava-me.
14 abril 2008
Colo de garça (IV)
Nos dias festivos cheirava a arroz doce ,canela e filhós que inundavam a mesa, e por baixo da qual costumávamos brincar , lugar quase secreto, rodeado do que para nós era semelhante a um enorme dossel, que nos protegia do olhar inquisidor dos adultos.
Enormes janelas, quase do tamanho do pé direito da casa, tinham cortinas de voile transparente que espelhavam a luz do dia ou a dos candeeiros de iluminação pública. E as cortinas dançavam. E eu dançava enrolada nelas, sob pena de as fazer cair. Parava apenas quando ouvia um solene ralhete - porque os varões dos cortinados poderiam cair - o que me fazia esquecer de imediato que era uma princesa vestida de brancas vestes , com toques de lua ou de sol no meu vestido cor de nuvem.
À noite, afundados nos lençóis brancos e frescos , ouvíamos na sala contígua as conversas dos adultos, que se iam diluindo e tornando longínquas à medida que o sono tomava conta de nós.
A avó Ermelinda era a matriarca da família. Conservo ainda hoje a imagem da sua ternura, e do espirito gregário sempre presente em torno dos seus 12 filhos, já todos falecidos.
Um dia prometi à avó plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho...
11 abril 2008
O silêncio

(patinho transformado em cisne)
De si vem-me o silêncio
que transformo em palavra
nostalgia do eterno começo
letras em constante arremesso
esbarram em muros
de ilusão consciente
em que a palavra é
momento presente
eternos silêncios
águas do tempo
escorridas em letras
jorradas a quente
liberdade inventada
palavra sonhada
viagem em sonho
quase nunca acabada
silêncios que falam
sentidos, magoados
paraísos perdidos
mundos reiventados
através do silêncio
da recusa real
morrem os sentidos
na palavra intemporal
e, neste silêncio
em que aqui me sentiu
recuso a palavra
fica o momento
que nunca implodiu
a poesia não salva
é libertação
caminho certeiro na dor
e na morte
cada verso meu é contradição
canto perdido
estrofe de má sorte
mas fica o silêncio
passível de tudo
esperando ainda
que o som rebente
a palavra oca
e surja perfeito
um tempo presente.
10 abril 2008
Oração à Mãe Terra
ORAÇÃO À MÃE TERRA
“Abençoado seja o Filho da Luz que conhece a sua Mãe Terra
Pois é ela a doadora da vida.
Saibas que a tua Mãe Terra está em ti e tu estás Nela.
Foi Ela quem te gerou e que te deu a vida
E te deu este corpo que um dia tu lhe devolvas.
Saibas que o sangue que corre nas tuas veias
Nasceu do sangue da tua Mãe Terra,
O sangue Dela cai das nuvens, jorra do ventre
Dela Borbulha nos riachos das montanhas
Flui abundantemente nos rios das planícies.
Saibas que o ar que respiras nasce da respiração da tua Mãe Terra,
O alento Dela é o azul celeste das alturas do céu
E os sussurros das folhas da floresta.
Saibas que a dureza dos teus ossos foi criada dos ossos da tua Mãe Terra.
Saibas que a maciez da tua carne nasceu da carne da tua Mãe Terra.
A luz dos teus olhos, o alcance dos teus ouvidos
Nasceram das cores e dos sons da tua Mãe Terra
Que te rodeiam como as ondas do mar rodeiam o peixe.
Como o ar tremelicante sustenta o pássaro
Em verdade te digo, tu és um com a tua Mãe Terra
Ela está em ti e tu estás Nela.
Dela nasceste, Nela vives e para Ela voltarás novamente.
Segue, portanto, as Suas leis
Pois o teu alento é o alento Dela.
O teu sangue o sangue Dela.
Os teus ossos os ossos Dela.
A tua carne a carne Dela.
Os teus olhos e os teus ouvidos são Dela também.
Aquele que encontra a paz na sua Mãe Terra
Não morrerá jamais,
Conhece esta paz na tua mente
Deseja esta paz ao teu coração
Realiza esta paz com o teu corpo.”
Evangelho dos Essénios (http://www.jahmusic.com.br/rascultura/08022006essenios.htm)
08 abril 2008
Os melhores momentos do amor

"Os melhores momentos do amor são aqueles de uma serena e doce melancolia, em que choras sem saber porquê, e quase aceitas tranquilamente uma desventura que não conheces"
Giacomo Leopardi
(Giacomo Leopardi (29 de junho de 1789 - 14 de junho de 1837) foi um poeta italiano, nascido em Recanati na Itália, é um dos maiores poetas da lírica italiana. A sua obra revela muito péssimismo, melancolia e cepticismo.
07 abril 2008
Colo de Garça (III)
Agosto decorria quente, mesmo ao entardecer, ao toque das trindades, ouviam-se em contra-ponto as andorinhas, que em despique com o badalar do sino da torre da igreja chilreavam em bandos, fazendo voos rasantes quase junto do meu pequenino berço. E eu segui-as atentamente, adormecendo em seguida.
Já noite instalada, algo de estranho começou a tomar forma no céu.
Um forte cheiro a queimado inundava o ar, estavamos no dia 13 de Agosto de 1959 e
no Rossio, terreno empapado de sangue e sofrimento, em pedras marcadas para sempre pelo terror da Inquisição, os gritos que ainda hoje ecoam, dizem para quem os consegue ouvir, vinham reclamar o eterno descanso sobre a forma de fogo na Igreja de S. Domingos.
E porque o fogo tudo queima, tudo consome, tudo purifica...
Mesmo ali ao lado, a Praça da Figueira, a figueira que já não existia, que Dom Pedro tinha mandado cortar, em momento de ira e de dor pela perda do seu "Colo de garça".
Mesmo ali ao lado, surgiam bandos de populares, em passos apressados com o terror espelhado no rosto e na alma...
Bandos de almas perdidas....
01 abril 2008
Colo de Garça (II)
À beira do Mondego, o Paço de Santa Clara preparava-se para adormecer envolto em luz dourada, saudoso pelo cair da noite, sua eterna companheira do sonho.
Eram aproximadamente 19 horas e quinze minutos de um fim de tarde de Julho, nascia um raio de luz sob forma rosada, destinado a cumprir o seu destino neste planeta azul. Foi em 1959.
Diz-se que as Almas foram criadas como um Fogo Branco que continha os dois Raios Gémeos que se separaram...E não sei bem porquê, continuamente vem aquela estranha sensação de que, dentro de meu coração existe uma poderosa chama, filha do Sol e da Terra, uma chama igualmente forte que, em simultâneo, faz com que a evolução seja conjunta e transmitida às gerações vindouras.
Assim sendo, começou a minha missão e educação na Terra , não sabendo eu os propósitos que me estavam destinados.
Sei que, novas lições e provações me esperavam a partir do momento em que me foi revelado o Caminho. Não se trata de amor apenas pela afinidade das almas ! E sei que o Amor dos que me cercam não irá impedir as consequências das minhas decisões graças ao meu livre arbítrio . Quanto ao que tenho experimentado, certamente que nesta minha busca de Libertação através da iniciação, também poderei deparar-me com a minha alma gémea.
Será que estou pronta , será que é chegado o tempo?
Por vezes, as almas gémeas surgem na nossa vida, não para uma relação amorosa, mas para cumprir uma tarefa estabelecida, para aprenderem algo, após o que seguem a sua vida.
Ultimamente a cada passo da minha iniciação, deparo-me com a inquietação vinda de dentro da alma ! Ás vezes penso nas recomendações que brotam de dentro do meu subconsciente quanto à minha precipitação e insistência em prosseguir com a Iniciação e pouca experiência do mundo material !
(cont.)
Colo de Garça

Pedro e Inês - Coreografia de Olga Roriz
O tempo da despedida era chegado.Uma misteriosa figura estava caída junto a um corpo de mulher, tendo cravadas na carne as garras de um monstro que o dilacera.A saudade, a raiva, o desejo de vingança, eternamente insaciaveis alimentaram durante séculos a génese de um amor caído em desgraça, apelando para um futuro incerto mas intuido em que as almas se reunem no infinito , momento intemporal de felicidade no eterno e almejado paraíso.
Assim Dom Pedro se despede de Inês; e o adeus que lhe diz, é este - ATÉ AO FIM DO MUNDO.
Desde então a história e a lenda convivem entrelaçadas, sem que seja possível colocar limites entre as mesmas. A essência da tragédia é já de si a a maior geradora de dois principios - o Amor e a Morte, as duas coisas mais belas que há no mundo, como disse Leopardi.
31 março 2008
Aves encantadas

Em cada folha orvalhada
Pousa leve e sempre só
De plumagem colorida
No alto da madrugada
Num canto de alegria
Uma ave encantada
Canta, encanta
Gorjeia,
Num suave pipilar
Ave que traz a magia
A quem a sabe escutar
No alto da madrugada
Em cada ramo de seiva
Pousa leve e sempre só
Numa dança controlada
Com seu delicado bico
Orvalhado pelo canto
Da fresca folha em rebento
Vai bicando com encanto
Solta assim o seu gorjeio
De ave do paraíso
Num suave chilrear
Ave que traz a magia
A quem a sabe escutar.
Em cada folha orvalhada
Pousa leve e sempre só
De plumagem colorida
No alto da madrugada
Num canto de alegria
Uma ave encantada
Canta, encanta
Gorjeia,
Num suave pipilar
Ave que traz a magia
A quem a sabe escutar.
No alto da madrugada
Em cada ramo de seiva
Pousa leve e sempre só
Numa dança controlada
Com seu delicado bico
Orvalhado pelo canto
Da fresca folha em rebento
30 março 2008
Portugal enfrenta crise financeira <>
Portugal enfrenta crise financeira «com confiança»
O primeiro-ministro afirmou, esta quinta-feira, que Portugal enfrenta a turbulência dos mercados financeiros «com a confiança de quem fez aquilo que devia fazer» nos últimos anos, o que permitirá um aumento do crescimento económico em 2008.
O filósofo irlandês George Berkeley, há uns séculos atrás, afirmou que um objecto só existe se houver a percepção desse mesmo objecto. Ou seja, nós próprios só existimos porque fazemos parte da percepção de outros ou da nossa própria mente.
Visto que a existência das coisas depende directamente da percepção que temos delas, para que se transformem existe apenas um caminho: a transformação da percepção.
Os politicos são peritos na transformação da percepção. No entanto, ninguém consegue transformar a percepção de todos em simultâneo.
A semelhança entre um político e um cão de guarda consiste na capacidade que ambos têm para ladrar num determinado sector restrito do espaço;
A diferença é que um cão de guarda não consegue adivinhar qual o sector correcto para onde ladrar, e o politico consegue;
A semelhança entre um político e o português comum é que ambos tentam criar uma miragem que os outros possam tomar como realidade;
A diferença entre um político e o português comum é que o político acredita que essa miragem é realidade.
Nota: Ideias baseadas na obra "The sacred book of the werewolf" de Victor Pelevin
18 março 2008
Petição a favor da aprovação pela Assembleia da República de uma moção que condene a Violação dos Direitos Humanos e da Liberdade Política e Religiosa
Invadido pela República Popular da China em 1949, o Tibete tem vindo a sofrer a perda de vidas, liberdades e direitos humanos, num autêntico genocídio cultural e étnico. Em Março de 1959, uma revolta contra a ocupação chinesa foi esmagada e S.S. o Dalai Lama viu-se obrigado a deixar o seu país, encontrando exílio na vizinha Índia, onde chefia hoje o Governo Tibetano no exílio. Foi seguido por cerca de 80.000 tibetanos. Como resultado da ocupação chinesa, morreram mais de um milhão de Tibetanos: um sexto da população. Os Tibetanos, devido ao contínuo afluxo de imigrantes Chineses, são actualmente uma minoria no seu próprio país Os Tibetanos são frequentemente presos e torturados de forma arbitrária devido à sua prática religiosa ou a qualquer espécie de demonstração/resistência contra a ocupação chinesa. Toda a actividade política, qualquer iniciativa a favor dos Direitos Humanos, ainda que pacífica, é considerada como o mais grave dos crimes e é punida com penas que vão até à prisão perpétua ou mesmo a morte. Os Tibetanos são desta forma condenados por possuir uma fotografia do Dalai Lama, segurar a bandeira nacional tibetana e gritar “Tibete Livre” em manifestações pacíficas, colar cartazes, traduzir para Tibetano e divulgar a Declaração Universal dos Direitos Humanos ou, simplesmente, falar da situação dos direitos humanos no Tibete com turistas ou jornalistas estrangeiros. Mais de 6.000 mosteiros foram demolidos e 80% dos Tibetanos que vivem no Tibete são analfabetos. Devido à discriminação de que são alvo têm um reduzido acesso quer à educação, quer aos cuidados de saúde. O ecosistema do planalto tibetano tem vindo a ser devastado pelo Governo chinês e o “tecto do mundo” é hoje palco da produção de armas nucleares, factor de risco para todo o planeta. Por todos estes motivos, e tendo em conta que nos Princípios fundamentais da Constituição Portuguesa (artigo 7, 2-3) se estabelece que “Portugal reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência” e “preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos”, os subscritores desta Petição dirigem-se à Assembleia da República pedindo que seja aprovada uma moção que condene a Violação dos Direitos Humanos e da Liberdade Política e Religiosa no Tibete. SONGTSEN – CASA DA CULTURA DO TIBETE / UNIÃO BUDISTA PORTUGUESA
16 março 2008
Teia de Aranha
Onde está o meu violino?
Onde está o meu violino, aquele que chora
Sem cordas ?
Já não conheço as mãos que o tocam.
Partiram-se um dia
Naquele recanto
Onde o canto cessou
Ficaram os olhos mudos
Em cima de altares
Sacrificados ao tempo
Os murmúrios dançam agora
Em águas bentas, paradas
Sem mãos que as toquem
O silêncio abateu-se
Como folhas secas
E um frio sepulcral invadiu-me
No silêncio, do meu violino
Sem cordas.
Talvez um dia, talvez.
Lhe coloque novas cordas.
Talvez o faça vibrar.
Arrancar o choro
Que deixou em mim.
E os altares voltem de novo
A florir….
Por agora
quebrou
partiu.
Sem som
com raiva
sem luz
meu pedaço de
madeira
oca
sem coração.
Sem corda
à deriva.
11 março 2008
Diário de um cão
Reflexão : Imaginemos que Deus nos tratasse como tratamos os animais ! Como estaria sendo tratado agora?
Um texto que li algures e me comoveu, (desconheço a autoria) e deixo aqui como uma denúncia...em tempo pascal.
Para a Igreja Católica, quem destrói o meio ambiente "comete um pecado grave", já que a prática é "um insulto a Deus". É assim que o presidente do Pontifício Conselho de Justiça e Paz, o cardeal Renato Raffaele Martino, pensa quando afirma que "atirar um saco de lixo na rua é um pecado repugnante, mas quem destrói a Amazônia comete um pecado grave".
Segundo ele, no Catecismo da Igreja Católica pode-se ler que "a terra e seus bens são uma dádiva que podemos usar, melhorar, mas não destruir"...consequentemente , nós que fazemos parte deste fantástisco planeta azul temos toda e qualquer responsabilidade para com os nossos irmãos, sejam eles quais forem.
- A proteção aos animais faz parte da moral e da cultura dos povos" dizia Victor Hugo
Diário de um cão:
1ª semana - Hoje completei uma semana de vida. Que alegria ter chegado a este mundo ! 1 mês - A Minha mãe cuida muito bem de mim. É uma mãe exemplar !
2 meses - Hoje separaram-me da minha mãe. Ela estava muito irrequieta e com seu olhar, disse-me adeus. Espero que a minha nova "familia humana" cuide tão bem de mim como ela o fez.
4 meses - Cresci rápido; tudo me chama a atenção. Há várias crianças na casa e para mim são como " irmãozinhos ". Somos muito brincalhões, eles puxam-me o rabo e eu mordo-os na brincadeira.
5 meses - Hoje ralharam comigo. A minha dona ficou incomodada porque fiz xixi dentro de casa. Mas nunca me haviam ensinado onde deveria faze-lo. Além do que, durmo no hall de entrada. Não deu para aguentar!
8 meses - Sou um cão feliz! Tenho o calor de um lar, sinto-me tão seguro, tão protegido... Acho que a minha "familia humana" me ama. O pátio é todinho para mim e, às vezes excedo-me, cavando na terra como meus antepassados, os lobos quando escondiam a comida. Nunca me educam. Deve ser correcto tudo o que faço!
12 meses - Hoje completo um ano. Sou um cão adulto, os meus donos dizem que cresci mais do que eles esperavam. Que orgulho devem ter de mim !
13 meses - Hoje acorrentaram-me e fiquei quase sem poder movimentar-me até onde tem um raio de sol ou quando quero alguma sombra. Dizem que vão observar-me e que sou um ingrato. Não compreendo nada do que estão a acontecer.
15 meses - Já nada é igual... moro na varanda. Sinto-me muito só, a minha familia já não me quer! Às vezes esquecem-se que tenho fome e sede. Quando chove, não tenho tecto que me abrigue...
16 meses - Hoje tiraram-me da varanda. Estou certo de que a minha familia me perdoou. Eu fiquei tão contente que pulava com gosto.O meu rabo parecia um ventilador. Além disso, vão levar-me a passear!!! Dirigimo-nos para a auto-estrada e de repente, pararam o automóvel. Abriram a porta e eu desci feliz, pensando que passaríamos o nosso dia no campo. Não compreendo porque fecharam a porta e se foram. "Ouçam,esperem!" - Lati - ....esqueceram-se de mim... Corri atrás do carro com todas as minhas forças. A minha angústia crescia ao perceber que quase perdia o fôlego e eles não paravam. Haviam me esquecido!
17 meses - Procurei em vão achar o caminho de volta ao lar. Estou só e sinto-me perdido! No meu caminho existem pessoas de bom coração que me olham com tristeza e me dão algum alimento. Eu agradeço-lhes com o meu olhar, desde o fundo da minha alma. Eu gostaria que me adoptassem: seria leal como ninguém! Mas apenas dizem: "pobre cãozinho, deve ter-se perdido."
18 meses - Um dia destes, passei perto de uma escola e vi muitas crianças e jovens como os meus "irmãozinhos" aproximei-me e um grupo deles, rindo, atirou-me uma chuva de pedras "para ver quem tinha melhor pontaria". Uma dessas pedras, feriu-me o olho e desde então, não vejo com ele.
19 meses - Parece mentira. Quando estava mais bonito, tinham compaixão de mim. Já estou muito fraco, o meu aspecto mudou. Perdi o meu olho e as pessoas mostram-me a vassoura quando pretendo deitar-me numa pequena sombra.
20 meses - Quase não posso mexer-me! Hoje ao tentar atravessar a rua por onde passam os carros, um acertou-me! Eu estava no lugar seguro chamado "passeio", mas nunca esquecerei o olhar de satisfação do condutor, que até se vangloriou por acertar-me. Oxalá me tivesse matado! Mas só me deslocou as patas traseiras! A dor e terrivel! As Minhas patas traseiras não me obedecem e com dificuldade arrastei-me até a relva, na beira do caminho. Faz dez dias que estou embaixo do sol, da chuva, do frio, sem comer. Já não posso mexer-me. A dor é insuportável.
Sinto-me muito mal, fiquei num lugar húmido e parece que até o meu pelo está a cair... Algumas pessoas passam e nem me vêem; outras dizem: "não te chegues perto". Já estou quase inconsciente; mas alguma força estranha me faz abrir os olhos. A doçura de sua voz fez-me reagir. "Pobre cãozinho, olha como te deixaram", dizia - com ela estava um senhor de avental branco, começou a tocar-me e disse: "Sinto muito senhora, mas este cão já não tem remédio. É melhor que pare de sofrer". A gentil senhora, com as lágrimas rolando pelo rosto concordou. Como pude, mexi o rabo e olhei-a, agradecendo-lhe que me ajudasse a descansar. Sómente senti a picada da injecção e dormi para sempre, pensando no porquê que tive que nascer se ninguém me queria...
10 março 2008

Na orla do tempo, o amor o imenso absoluto das palavras
Rendilhado em verde matizado de azul céu
Surge do teu verbo em passes de mágica
Derrubando muros de pedra solta
Abrindo caminho, na inquietude do espaço
Chegamos a um tempo novo
Sorvendo gulosamente o aroma dos lilases
O perfume dos jasmins em flor
Rumamos juntos até ao oceano
Com perfume de brisas dançando
E assim continuamos de mãos dadas
Letra e palavra.
a sonhar.
Páscoa - Tempo de Redenção!
09 março 2008
O que é um escritor Maldito

Para mim um escritor maldito é:
a) O que escreve mal. Logo e com mais propriedade lhe devíamos chamar escritor melescrito. Mas escrever mal tem vários sentidos. Pode ser, por exemplo, escrever em demais, isto é, com punhos de renda, prosa muito burilada, versos esotéricos, academismos de uma figa. O principal é que ele escreva como quer e seja parecido com o que escreve. Escrita exacta, única, original, a expressão duma personalidade, o panorama duma vida. É isto tão dificil entre nós, que poucamente e a medo, envergonhado das minhas faltas de informação, de perspectiva humana (só uma vez sai a fronteira e foi por quinze dias), me declaro como escriba.Durante anos e anos não publiquei nada meu, publicando outros, que considerava e considero ainda com muito mais talento do que eu (exemplo: o Cesariny, o Manuel de Lima). Se há coisa que me encha de cagança é essa minha actividade de Editor, a qual excede de longe a de um Autor e lanço daqui um desafio: não pode haver nenhuma bibliotecazinha decente que não tenha lá um livro editado por mim - poesia ou teatro, cinema, ficção, ensaio.
b) O escritor dos domingos. Somos os escritores ou escribas (no meu caso) profissionais em Portugal? Dois, três? Ferreira de Castro, Mário Domingues e... O conselho mais prudente é a segunda (que ideia! a primeira) profissão, a que rende. Depois, ao serão, nos fins- de- semana, com o tempo roubado ao repouso e ao sono, ir escrevinhando. O que acontece, numa sociedade em que tudo tende cada vez mais a especializar-se, tarefas concretas que exigem preparação intensa e uma informação atenta e uma actualização permanente. Piada...nunca ouvi ninguém aconselhar um médico a que se empregassenum escritório e praticasse clínica, estudasse só nas horas vagas... a mim mo têm dito de mil maneiras, com extremos de ternura ou agressivas indigna~ções. Posso falar? os livros que há para ler, o esforço de construção literária é tão empolgante que não se pode pensar em mais nada. Ler, escrever, cair de borco na cama, arrasado. Contactar com pessoas, terras. Fazer experiências do diacho, nem todas agradáveis. Emperrar a certa altura e não saber como resolver problemas de ordem técnica. Sentir a alegria fecunda de uma ideia, de uma frase a germinar, dum título a preceito. Encontrar de súbito dúvidas resolvidas com uma leitura casual (aconteceu-me a semana passada com o Nemésio). Ter a noção de uma herarquia de valores na qual nos inscrevemos e saber admirar, dom inapreciável porque assim se aprende. Ler muito e de tudo. Como é que querem par ao escritor ou o escriba um emprego? Ou caímos naquela do Simões: Tenho tanto que escrever e não tenho tempo para ler.
c) Os vendilhões. E estes são duas ou mais espécies: os jornalistas e os publicitários. A classe de jornalista é das mais nobres, todos o sabemos. Em Portugal se exerce também como se sabe. O que me mete horror e já por lá passei - Jesu! Jesu!Jesu!...é que o jornalista, na sua rotina, é obrigado a escrver patacoadas anóninas, a a empregar chavões, a exercitar as faculdades no que nada lhe interessa. Não que venda a consciência, mas sim (pelo menos) tempo ganhando em virtuosismo artesanl ( a muita apregoada facilidade de escrever dos jornalistas) o que perde em candura lidando com matéria difíl - as palavras, senhoras donas nossas - de que o uso imoderado corrompe a força e a frescura, a novidade. O publicitário, com a direita agitando o slogan idiota e com a canhota fazendo odes à Catarina Eufémia, deixem-me rir! E nem digo mais nada.
Eis , em breve exemplo, o que é para mim um escritor maldito. E a eles e aos que por simpatia ou querendo sangrar-me em vida, me chamam maldito nas barbas ou nas costas, daqui grito sem ira nenhuma ou rancor, como saudação amigável:
Raios os partam!
in "memorando, mirabolando", Luiz Pacheco, ed. Contraponto, 1995.
Redond/ilha
Meu amor, de madrugada,
quando te perdes me perco;
quando a vida está calada
entre os braços que te cerco
renasce o lume, e alumia,
faz-se unidade uma idade
em que é noite e paira o dia
em memória sem vontade.
E assim se treme e se trama
a teia do que nos falta:
cada lugar minha cama,
cada cama é lua alta.
E de repente aparece
um silencio entretecido
em que já nada apetece.
Em que tudo tem sentido.
(Pedro Tamen)
07 março 2008
Um dia nasceu Inês

Um dia nasceu Inês
A menina dos meus olhos
Poema perfeito
Escrito em céu de primavera
Em branca folha da vida
Em papel rosa-quimera
em palco de sinfonia
Pele macia, acetinada
Ainda sem o sol te beijar
Correm nas tuas veias
Rios azuis de encantar
Um dia nasceu Inês
A menina dos meus olhos
Pedaço róseo de mim
Alma envolta em
Brancas névoas
Com textura de cetim
Entre rendas e cobertas
Cabelos longos ao vento
Olhando as águas cristalinas
Descem as fadas do bosque
Adormecendo meninas
Dedos longos de marfim
Rios azuis de encantar
Riso de aguas correndo
Na cascata a saltitar
Murmuram nas
Suas margens
Ao verem passar Inês
um tempo de primavera.
06 março 2008
Meravigliosa creatura....
A porta da gaiola está aberta.....pode entrar ..tem alpista e água fresca.Sirva-se!
P.S.
Prometo que se entrar não o fecho aqui dentro!
Iniciação
05 março 2008
04 março 2008
Pisa papéis

Em cima da minha mesa
Existe um pisa papeis,
Uma bola colorida
Cheio de encanto e magia
Que prendia com seu peso
Tudo quanto eu escrevia.
Ao lado existia ainda
Uma moldura dourada
De onde me sorris Mãe
Quando estou assim cismada
Mais ao lado , junto a ti
Um pequeno livro azul
A cartilha maternal
Que guardo ainda hoje
Com afecto filial.
A porta abriu-se, e sorriu
Quem ma deu naquele dia
Em que menina ainda
Sentia tanta alegria
De ter pai, ter mãe
Uma família de amor.
Hoje passado o tempo
Sozinha neste caminho
Apenas guardo as memórias
Dentro deste pedacinho
De palavras e saudade
De um tempo que foi passando
Chamado de mocidade.
O pisa papéis aqui fica
Para que um dia assim,
Também meu filhos
Me prendam
Numa bola de magia
E conservem na memória
A cartilha maternal
As lições de uma vida
Com muitas páginas lidas
Outras tantas já escritas
Cheias de amor e carinho
Entre duas gerações.
Ser filha, mãe e mulher
E segurar nos meus braços
A saudade, o riso, a dor
E o pisa papéis, ali
Com olhar inquisidor.
Apenas o teu retrato
Paradigma do
Amor






