30 janeiro 2012
Beira rio
24 janeiro 2012
VERTIGEM
Pablo Alborán - Desencuentro
No puedo seguir
buscando tu aroma en el viento
no puedo mentir
y ocultar lo que siento
Intento vivir sufriendo bajo este silencio y de nuevo por ti
me hundo en un infierno
no era prisionero de tus
labios y ahora que estas lejos yo te deseo como el aire
del baile de tu cuerpo
Puedes olvidar mi nombre
puedes olvidar mis besos
pero en el aire permanece
mi voz y mi recuerdo.
Sufriendo por ti me pierdo en un mar de dudas
me mata este dolor, me ahoga mis lagrimas
en dudas mi mar es cada noche mi cuerpo y mi alba haces
lloras mis ojos haces que pierda la calma
No era prisionero de tus labios y ahora que estás lejos
Te deseo como el aire del baile de tu cuerpo
no era prisionero de tus labios y ahora que estas lejos
Yo te deseo como el aire del baile de tu cuerpo
Puedes olvidar mi nombre
Puedes olvidar mis besos
Pero en el aire permanece
mi voz y mi recuerdo
17 janeiro 2012
Um Novo Começo
14 janeiro 2012
Asas de Linho
" Quando será derrubada a infinita servidão da mulher, quando ela viverá para ela e por ela, o homem, - até agora abominável -, tendo-a despedida, ela será poeta, ela também!
A mulher descobrirá o desconhecido! Seus mundos de ideias divergirão dos nossos? Ela encontrará coisas estranhas, insondáveis, repugnantes, deliciosas; nós as teremos, nós as entenderemos." Arthur Rimbaud
Um dia virá em que voarei
Com asas de alvo linho
Que me entretenho a fiar.
Não as asas de cera,
As de Dedalo tombado no mar
O fito é fugir daqui
Deste labirinto onde existe
um monstro que me quer aniquilar,
Cabeça de touro, corpo disforme
Alma inexistente ou se a tem
Parece não a quer revelar
Farei um castelo da nuvem mais alta
Por sol terei uma estrela
E lençóis de gaze para me tapar
E lá do alto vigiarei o sono
Dos que não perderam a esperança
E lutam para a realizar.
03 janeiro 2012
Tempestades
Aguarela s/ papel. 35,5 x 39,2 cm.
Colecção particular.
Foto: Pedro Aboim Borges
28 dezembro 2011
Eu sei, aliás, todos sabemos, que este tempo de "fim de ano" é por regra considerado festivo, com a quase sempre reunião das famílias pelo Natal e as "diversões" da passagem do ano. Por tudo isto talvez seja oportuno deixar aqui uma reflexão para 2012.
Na medida do possível, e sem te atraiçoares, tem boas relações com todas as pessoas.
Diz a tua verdade quieta e claramente. Ouve os outros, mesmo os obtusos e ignorantes. Eles também têm uma estória a contar.
Evita as pessoas ruidosas e agressivas. Elas são tormentos para o espírito.
Ao comparares-te com os outros, tornar-te-ás ora vaidoso, ora amargo, pois há sempre pessoas que te são inferiores ou superiores.
Goze tanto as tuas realizações quanto os teus sonhos. Mantém-te interessado naquilo que fazes, por muito humilde que seja. Aquilo que fizeres é algo que realmente possuis, num tempo em que tudo muda sem parar.
Pratica a prudência nos teus assuntos comerciais, pois o mundo está cheio de trapaças. Mas não deixes que isto te faça cego para as virtudes que existem. Muitas pessoas se esforçam por ideais altos. Por toda parte a vida está cheia de heroísmo.
Sê tu mesmo. Não finjas afeição. E nem sejas cínico acerca do amor. A despeito da aridez e do desencanto, ele renasce tão teimosamente quanto a erva daninha.
Aceita com elegância o conselho dos anos, deixando graciosamente para trás os prazeres da juventude. Cria força de espírito para te protegeres na desgraça repentina. Não te aflijas, porém, com coisas imaginadas. Muitos temores nascem do cansaço e da solidão.
Tem uma disciplina saudável, mas sê gentil para contigo mesmo. Tu és um filho do universo, tanto quanto as árvores e as estrelas. Tens o direito de estar aqui. E, quer saibas disto ou não, o facto é que o universo caminha como deve. Por isto, fica em paz com Deus, não importando como pensas que Ele é.
A despeito da barulhenta confusão da vida, mantém-te em paz com a tua alma.
Com todos os seus enganos, labutas e sonhos não realizados, este continua a ser um belo mundo. Cuida-te. Esforça-te por ser feliz...
27 dezembro 2011
Boas Festas
22 dezembro 2011
Desejo a todos um Santo Natal com muita Paz e Harmonia.

faz com que Alguém do Teu Reino
venha à minha morada
por Ti seja abençoada.
15 dezembro 2011
13 dezembro 2011
12 dezembro 2011
Passeios à beira rio
07 dezembro 2011
Sobre o Amor
Que a minha razão existe
E que dela nasce o amor
que a tudo e todos resiste .
Se o amor que eu te dedico
Outrora nasceu do desejo
Não se deixa agora comandar
Inunda-me por inteiro
Já não o possuo
É como rio revolto
Que tudo arrastando
À frente
Me enrola, e me asfixia
Como se fora serpente
E porque este estranho amor
Da minha razão nasceu
Logo após o nascimento
tratando de me trair
alienou o meu eu.
Roubou-me este coração
Que eu julgava possuir.
Agora que nada tenho
Nada possuo de meu
Alheada de mim mesma
E busco tudo o que é teu
Sem saber onde tu estás
Sei porque te pintam cego
encontro por fim a razão
do porquê de não ter ego.
26 novembro 2011
O Sistema de Manchester
Há coisas que me irritam, pois há; mas está sol lá fora!
Sou livre de sair, apanhar esse sol na minha mão, fechar os olhos e sentir que tenho todo o meu corpo a funcionar na perfeição – dou graças a Deus! Sou cristã, acredito que “lá fora” é a catedral onde o Deus em que tenho fé se manifesta. Apesar de ser inverno, está sol “lá fora”!
Irritei-me e fiquei entristecida porque na entrada do “meu” prédio - que não é meu, é do senhorio -que tem 3 apartamentos por piso, a multiplicar por 7 andares – havia uma cameleira carregadinha com muito mais que 20 botões de camélias vermelhas prontas a desabrochar, as flores eram dobradas; e digo havia, porque já não há! Mão humana e selvagem tratou de cortar as pernadas da árvore, inclusive arrancá-la da terra. Agora o canteiro está mais bonito! E eu adoro camélias, eu e a Margarida . Mas essa morreu tuberculosa - aposto que quem vandalizou a cameleira na entrada do “meu” prédio também terá alguma doença, será demência certamente – e porque anda tudo a ficar doido! E a Tuberculose grassa por aí. E tanto anda tudo a ficar doido que já nem se preocupam em relativizar – não há triagem como aquela nos hospitais – a de Manchester: é claro que quanto mais grave a situação clínica mais rapidamente devem ser atendidos. Ora isto deveria ser aplicado em todos as situações da nossa vida. Perguntam-me onde quero chegar ?! Já lá vou! A situação é a triagem! O que é verdadeiramente importante na nossa vida? Valerá a pena irritar-mo-nos porque a campainha da porta avariou? Ou a torneira? Pinga? Não toca? – a campainha? Bom…. Alguém me dizia que a “cozinha é o coração da casa” – quando existe uma avaria, o pinga-pinga da torneira, o esquentador que não funciona, o fogão que tem os bicos entupidos! Faz favor de ir à triagem!!! Fita verde colocaria eu no pulso dessa pessoa – não é emergente, não é urgente – é “chato” ah , pois é! O coração da casa somos nós, aliás nós somos o coração do mundo! Mas querem saber o que verdadeiramente é mais chato? É não poder ir “lá fora” pelo próprio pé, sentir o sol na cara, e ainda estar “lá fora” e não poder “ir para dentro” simplesmente porque o “ir para dentro” não existe – traduzindo : sem –abrigo, sem emprego, sem serviço nacional de saúde, sem médico de família e , pelo andar da carruagem, sem salário! Isto pela triagem de Manchester é uma fita vermelha no pulso, um AVC ! E como hoje é sábado e o sol brilha lá fora, vou sair e dar valor às pequenas coisas, que são muito maiores do que nós julgamos – e até que sabemos disso, mas temos tendência a esquecer – de vez em quando levamos um abanão , quando vemos um familiar ou amigo a partir , sabe-se lá para onde – e por breves instantes temos a noção da dimensão das “coisas” . Ora minha gente, vamos lá a relativizar e a dar sentido à vida! Apliquem nas vossas curtas existências o Sistema de Manchester! Pena foi a cameleira que foi á vida! Vandalismo puro!!! É com isto que temos de viver!
24 novembro 2011
O Grito
19 novembro 2011
O espelho
Não preciso mais de espelhos
Para ver o que não está lá
A duplicidade é enganosa
Trai-nos com a realidade
Reflectida e ruinosa
O espelho do poeta
É a alma onde se miram profundezas
É lá que se busca a coragem
E se quebram as tristezas.
Assim para quê o espelho
Se a imagem não é fiel?
Há que cortar as amarras
Que nos poluem o espírito
Como se fossem fel,
amarguras não as tenho,
antes dúvidas, e mesmo assim,
quando olho no meu espelho,
não vejo nada de mim.
E se visse não olhava
com olhos de querer ver
para que o espelho não me engane
e não me faça sofrer.
14 novembro 2011
Convite
11 novembro 2011
07 novembro 2011
O som dos meus passos
04 novembro 2011
Morte e Vida
A morte torna-se tão certa
a um novo (re)nascer.






olhando o rio da minha aldeia









