14 janeiro 2012

Asas de Linho



 Dédalo e Ícaro

" Quando será derrubada a infinita servidão da mulher, quando ela viverá para ela e por ela, o homem, - até agora abominável -, tendo-a despedida, ela será poeta, ela também!
A mulher descobrirá o desconhecido! Seus mundos de ideias divergirão dos nossos? Ela encontrará coisas estranhas, insondáveis, repugnantes, deliciosas; nós as teremos, nós as entenderemos." Arthur Rimbaud


Um dia virá em que voarei
Com  asas de alvo linho
Que me entretenho a fiar.
Não as asas de cera,
As  de  Dedalo  tombado no mar
O  fito é fugir daqui
Deste labirinto onde existe
um monstro que me quer aniquilar,
Cabeça de touro, corpo disforme
Alma inexistente ou se a tem
Parece  não a quer revelar
Farei um castelo da nuvem mais alta
Por sol terei uma estrela
E lençóis de gaze para me tapar
E lá do alto vigiarei o sono
Dos que  não perderam a esperança
E lutam para a  realizar.


3 comentários:

Celso Mendes disse...

que beleza de poema!

"E lá do alto vigiarei o sono
Dos que não perderam a esperança
E lutam para a realizar."

beijinho.

Arroba disse...

Celso Mendes, muito obrigada. Com efeito é mesmo assim, os anjos da guarda vigiam o sonho dos que acreditam.
Beijinho tb para si -:)

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Arrobamiga

Como só saímos na quinta-feira pela fresquinha, ainda te venho dizer que é mais um poema lindo.

Mas também que eu penso que anja da guarda só se fosse da GêNêRê... E os malandros têm lá cada anja...

Qjs