05 março 2009

Firmamento

Em toda a minha curta ou longa
existência, procurei-te
sem saber que estavas presente
em mim.
Quando olhava o oceano,
acreditava ver-te
esquecendo de olhar o céu.
Foste sempre tu que me norteaste
nas longas noites azuis
enviavas-me brilhos de
estrelas cadentes
que eu seguia com o olhar;
e pedia um desejo:
encontrar o firmamento
poder ser sol, lua e estrelas
adormecer em lençóis de veludo
azul.
Vais ver que um dia,
vou ser núvem, transformar-me
em pássaro e pousar
docemente
no teu coração a cantar.

2 comentários:

Anónimo disse...

Olá Maria João! Obrigado por me proporcionar a sensação musical que emana desta autêntica partitura harmoniosa - o seu poema - que parece arrancado ao mais intímo de si, lá bem no fundo onde as suas emoções são lava de vulcão, e surgem aqui como uma erupção incandescente traduzidas nessas palavras que parece não ter conseguido conter. Bem haja! Não deixe de escrever. Beijo

Arnaldo Norton disse...

Que doçura !... Que palavras tão aveludadas !... Eu acho que em qualquer lado eu reconheceria os seus poemas pelo sentimento que eles exteriorizam.
Como o comentário anterior também lhe peço que não deixe de escrever, como já tantas vezes o fiz.