26 maio 2010

Silêncio, solidão, tempo

Quantas vezes dizes ao silêncio
Que se cale?
Que não mais se faça ouvir
E que contigo fale
E que te faça sentir

Quantas vezes dizes à solidão
Que saia
Que não mais se faça sentir
E que te deixe fugir.

E ao Tempo?
Que te diz o Tempo a ti?
Que fujas com o silêncio
Com que me envolves a mim.

Tudo se gasta, mesmo a pedra
Só o silêncio não tem fim
Numa sempre eterna espera
Que tu olhes para mim

A solidão não tem fim
O pensamento também não
É como o infinito
Quando ergas os teus olhos
E deixas voar no tempo
E fazes das tuas mãos
Asas,
Que te libertam a voz
Que voa no firmamento

5 comentários:

Rafael Lotério disse...

Simples e profundamente lindo!

SEGREDOS OCULTOS disse...

gostei.. mais adorei.. senti me esse silencio agora como quando te vejo escrever e te desejo silenciosamente.. verdade que amei.

Arroba disse...

Rafael,
Muito obrigada pela sua visita.

Arroba disse...

Segredos Ocultos,
Fico grata pela sua visita. No entanto devo aconselhá-lo a que o seu desejo se limite apenas a ler as palavras e não quem as escreve.
Não se esqueça que o poeta é um fingidor... Aqui qualquer semelhança com a realidade é pura fantasia. Eu não existo, sou apenas eventual veículo da "louca da casa"

PM disse...

O poeta é um fingidor e "as loucas da casa" têm as costas largas.
O Silêncio, a Solidão e o Tempo.
Sempre o Tempo...

Petrarca