11 outubro 2011

Contos de Fadas

A vida inteira ela esperou
Pelo seu príncipe encantado
Surgiu finalmente entre a bruma
Numa qualquer esquina
De reluzente armadura vem armado
Já não o pode sentir
Tocar-lhe está proibida
O frio aço o reveste
Fruto de revezes da vida
E na couraça que o protege
Dele e dela não reza a história
Ficou-se a bela encantada
A relembrar na memória
E era uma vez um príncipe
Triste e só amargurado
Vivia numa redonda
De fino aço fechada
E de marca registada
Onde se podia ler
Já não há contos de fadas
Nem de príncipes encantados
Apenas almas perdidas
Corações acabrunhados.

2 comentários:

Carapau disse...

"Couraças (...) de fino aço fechadas" todos nós usamos, talvez para nos prevenirmos contra golpes inesperados.

O blog "levou uma volta" apresenta-de de cara lavada e farpela nova.
Parabéns!
Quanto ao livro, estou atento. :)
Bjo.

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Arrobamiga

O blogue está bué da fixe. Quem foi a alma caridosa que operou a transformação? Foi cara? Éke fiquei a pensar que...

O poema - excelente. Não resisto, até, a transcrever:

E era uma vez um príncipe
Triste e só amargurado
Vivia numa redonda
De fino aço fechada
E de marca registada
Onde se podia ler
Já não há contos de fadas
Nem de príncipes encantados
Apenas almas perdidas
Corações acabrunhados.


Gosto especialmente da redoma de fino aço. Boa! Ah ganda mulher!

Qjs