01 outubro 2011

Caixa de marfim



Tenho dentro de mim
Uma caixa de marfim
Com arte trabalhada
E forrada de violáceo cetim.
Guardei nela uma pedra preciosa
A que chamaram rubi.
Da caixa de marfim
Que tranquei a 7 chaves
Lancei ao rio o segredo
Que guardei até ao fim
Quando amortalhares o meu corpo
De linho crú e alvar
Não te esqueças do segredo
Que te disse para guardar.
Leva contigo a dita caixa de marfim
Esconde-a naquele altar
E pede à virgem por mim.

3 comentários:

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Arrobamiga

Ora viva quem é uma flor!!!

Grandes férias. Foram três ou quatro meses? Há, realmente, gente que nasceu cu cu virado prá lua...

E trazes logo uma caixa de marfim, o que me lembra aquela versalhada:

Outro dia fui comprar
Um boneco de Pequim
Que quando se aperta uma molinha que tem nas costas por trás do casaco azul e a camisa cor de rosa...
Faz ca cabeça que sim...


Anda um honesto cidadão, cumpridor dos seus deveres maritais, cívicos e outros a escrever testículos brejeiros na nossa Travessa e a Arrobamiga (???) moita carrasco.

O artiguelho é INTERDITO a Senhoras, menores e até a cavalheiros da mais esmerada educação. Mas, Damas não têm faltado por lá.

Prontos (sem s), fico-me

Qjs saudosos

Petrarca disse...

Então não é que me esqueci já do segredo!

Arroba disse...

Amigo Petrarca:
È bom que não se esqueça porque eu tb não me esqueço do quanto lhe estou grata pela seu apoio e incentivo. Espero que venha ao lançamento da Colectânea