07 novembro 2011

O som dos meus passos


A minha alma esfarela-se na penumbra
Aqui nesta soleira da porta onde estou sentada
À espera, eternamente olhando o mar
Sempre com a esperança de te ver chegar.
Mas nem nos ventos, que o mar sopra, tu vens.
E neste desespero a  morder esperança
Cerro os dentes, firmo-me e digo
Não sonhes ó louca, não sonhes
Já não és criança!
 Mas olha, lá mais no fundo, na linha escura
Onde o mar acaba e o céu começa
Há uma estranha claridade, deixa que a vida se transforme
Deixa. Dá-lhe um par de asas e devolve-a à liberdade
Tens a vida presa por um fio, como se fosse balão colorido
Solta-o, deixa-o ir devagar no céu subindo
A ver a campina, a serra, o rio  e tu meu amor lá em baixo
A florir palavras mágicas, tacteando com as tuas mãos
Que eu finjo que me dizem adeus aí em baixo
E solto nas voz matinal dos pássaros
O eco do som dos meus passos.

2 comentários:

OceanoAzul.Sonhos disse...

Neste horizonte desenhado por palavras ecoam sentires que envolvem quem os lê.

Magnifico!

abraço
oa.s

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Arrobamiga

Estás cada vez melhor, os teus poemas são um encanto, as tuas imagens preciosas são. A minha alma esfarela-se na penumbra é uma pequena maravilha. E não digo mais nada, a não ser fazer-te um pedido:
um destes dias, volta à prosa. Sabe-lo bem, eu sou um... prosador, mas sem prosápia...

Bjs da Raquel e qjs meus para tu

UM PEDIDO
Continuo a ser um despistado praticante; não sei onde meti o teu endereço de imeile. Manda-mo de novo, sff. Obrigado