19 maio 2008

Perto do Fim

Quis o destino, ou a má sorte
Que os meus olhos descessem
Ao fundo do negro poço
Ao fundo poço da morte
No fundo desse abismo
Com negras asas da noite
Nem a força das palavras
Subiram até à lua
Morrendo despedaçadas
Em terra estéril e nua.

Pudesse eu voar na rima
Do mistério da palavra
Invadir teu corpo oculto

Fazer-te sentir a dor
Com que me matas também
Sentirias como eu
O que é desejar alguém

As penas , hei-de esquecê-las
Que as penas passam também
Em noite de pedra pesada
Cai-me a noite no meu peito
Sufoco esta triste mágoa
Sonho com fim imperfeito

1 comentário:

Mariz disse...

Salvé querida!
Tão poucos comentários que tem tido?! Prometo que venho cá mais vezes. Obrigada pelo que me deixou, mas vai ser lá, na minha "casa" que lhe responderei. Fique descansada que não vou usar monossílabos! Pressa nas palavras é coisa que não tenho...aliás nem primo pela síntese, como sabe.
Este poema merecia mais alguns comentários que não apenas o meu.
Será que as pessoas não sentem?
Ficam indiferentes ao que a alma dita quando as mãos escorregam no teclado?! - por vezes já dormentes de não mais conseguir conter tanto do que grita o coração!
A avaliar por comentários que se leêm noutros blogs e outros tantos onde se fixam os olhos numa ausência de si, dizendo não, á liberdade de sentimentos. Penso que a maioria gosta de se parisionar e ao mesmo tempo de se lastimar da má sorte! Pobre mundo!

Beijos meus de amizade e gratidão -apanágio só de algumas pessoas como nós!

Mariz