18 julho 2012

Máscaras


 
Esqueci-me dos meus olhos dentro da alma
E agora sem saber de que tamanho sou
Porque nada enxergo
Nem onde o caminho por onde vou
Porque fujo eu do silêncio que me norteia
Daquele silêncio que me pode fazer  feliz
De que me serve a lucidez nas horas de desvario
De que me serve olhar sem ver
Sem compreender todo este imenso vazio?
E quero tanto a este meu desejo
Mesmo que não o queiras tu
Vou –te possuindo assim
Sem saber  para onde caminho
Onde estou
Nem tão pouco para onde vou
Mas invento-te ainda maior
Quanto mais vale  esquecer-me dos meus olhos
Dentro desta alma perdida
De que olhar em redor  e nada ver
A não ser a vida a passar
Eternamente repetida
Sempre com a máscara posta
Sempre de mim escondida.

1 comentário:

Álvaro Lins disse...

A escrever assim tens a certeza!
Máscaras todos nós temos. Todos somos actores no palco da vida!
Bjo