07 dezembro 2011

Sobre o Amor

Saber de ti é sentir
Que a minha razão existe
E que dela nasce o amor
que a tudo e todos resiste .
Se o amor que eu te dedico
Outrora nasceu do desejo
Não se deixa agora comandar
Inunda-me por inteiro
Já não o possuo
É como rio revolto
Que tudo arrastando
À frente
Me enrola, e me asfixia
Como se fora serpente
E porque este estranho amor
Da minha razão nasceu
Logo após o nascimento
tratando de me trair
alienou o meu eu.
Roubou-me este coração
Que eu julgava possuir.
Agora que nada tenho
Nada possuo de meu
Alheada de mim mesma
E busco tudo o que é teu
Sem saber onde tu estás
Sei porque te pintam cego
encontro por fim a razão
do porquê de não ter ego.

2 comentários:

Álvaro Lins disse...

O poema é excelente:)! Mas...o que é o amor?!-Pois...
Quanto a não ter EGO, o tio Freud não ia concordar!:)
Bjo

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Arrobamiga

Tens um jeito especial de me fazer ler poesia com o coração. As letras das tuas palavras, simples, saudáveis, ensinam-me um caminho que vou assim descobrindo passo a passo. Obrigado

Qjs & bjs da Raquel