15 dezembro 2009

Extase

Tem dias que te invento
Sonho-te assim
Romã, bago rúbi.
Tem dias que te sonho
Áspide aprisionada
Lascivamente ondulando
Na pele branca acetinada
Morrendo dentro de mim.

De noite
No silêncio dos espelhos
embaciados
Pelo calor dos nossos corpos
transpirados

Em êxtase sonhado
Pulsa forte o coração
Trazes-me assim a morte
Docemente pela mão.

5 comentários:

Petrarca disse...

Não sei se já escrevi isto anteriormente, ou se só o pensei.
Não é fácil deixar aqui um comentário minimamente relacionado com o post. Certamente é por isso que tem muitas visitas e poucos comentários. Aqui vem-se, lê-se, aprecia-se, gosta-se ou não, mas não se fica com margem para dizer muitas coisas, que não passem de repetições. É o que faço agora dizendo "mais um belíssimo poema".

Mas como gosto de deixar rasto por onde passo, cá hei-de ir inventando qualquer coisa...

Graça Pereira disse...

É dificil comentar sem ser repetitivo, como diz o Petrarca...mas que é um poema bonito...isso, sem dúvida!
Parabens!
Um beijo
Graça

Arroba disse...

Agradeço o seu comentário. tal como eu, tem um blogue e sabe que "sabe" bem quando nos deixam aqui umas palavrinhas, funcionam como incentivo.
Não sei como me descobriu, mas para o caso tb não importa.
Retribuirei a visita.
Grata pela visita

Petrarca disse...

No 1º comentário que aqui deixei, e foi há pouco tempo, disse (ou só insinuei?) como aqui vim ter. Vi o endereço do blog "num certo cartão".

Arroba disse...

Caro Petrarca,
A minha questão referia-se ao comentário da Graça. Quanto a si, sei, não me esqueci de onde retirou o endereço, pena é não o "apanhar" naquelas águas...- :)