05 março 2011

Sonho


 

Gustave Courbet: Woman with a Parrot.

Quando estendo os meus dedos
Por cima do linho branco,
E teço com gestos lentos
Desenhos imaginados
Inconfessados segredos
Que não revelo a ninguém
Limito-me a mergulhar
O meu rosto no teu rasto
Que acabei de perder
Perdendo-me a mim também
Por não saber esquecer.
E fecho os olhos à vida
Deixando que o sono sonhe
Esta vontade perdida
De para ti ser alguém.

2 comentários:

A.S. disse...

Nunca abandones os teus sonhos, porque se eles se forem, tu continuarás vivendo... mas terás deixado de existir!...

É muito lindo o teu poema...


Beijos meus,
AL

Paulo V. Pereira disse...

maravilhoso!

Abraço