04 junho 2011

Esta Lisboa que eu amo.

E o paraíso existe aqui
Nas ruas da minha cidade
Nas sete colinas adormecidas
Nas mouras encantadas
Nas estórias ao luar
Nos sons da minha cidade
Há rouxinóis a cantar
Nos murmúrios, nos pregões
No suave marulhar
Há o rio a deslizar
Manso e aveludado
Leva os navios ao mar
Lisboa, menina e moça
A mais bela capital
Esta Lisboa que eu amo
Princesa de Portugal.

3 comentários:

AC disse...

Gosto do poema e da vontade nele expressa mas... essa Lisboa ainda existe?

Beijo :)

Arroba disse...

De facto ainda existe. Basta olhar com olhos de ver e ontem eu vi Lisboa assim, através das janelas do Palácio Belmonte. Vi-a e sentia deste modo. reconheço no entanto que há uma outra Lisboa, suja, com janelas de alumínio , fachadas a cair, ruas entupidas de trânsito, sem-abrigo, muita miséria, gente a dormir nas ruas; um nunca mais acabar de degradação. Vista ao longe, do castelo, Lisboa é, de facto, uma belíssima cidade. Depende muito do estado de espírito com que se querem ver as coisas , quase a velha questão do "copo meio cheio ou meio vazio". Bem haja pelo seu comentário :)

AC disse...

Tem razão, há sempre formas de canalizar o nosso olhar que vão para além do aparente óbvio. E sim, Lisboa é mesmo uma belíssima cidade!

Beijo :)