27 novembro 2008

Amar as palavras



Aprendi a amar as palavras
Em ti.
Antes de ti , já as amava
Mas não sabia
Onde estavam as palavras

Aprendi a escrever cartas
de amor.
Outras, as que não escrevi
e guardo no silêncio
das entrelinhas,
escondidas
esperando que as descubras
devagar.
Ontem só existiam poemas
dentro do meu olhar.
Hoje, tudo o que olho
É poesia.
É respirar
Este meu sopro de vida
Cheio de pontuação
Espaços,
Cadências
Ritmos
Apenas marcado pelas
Estações do ano.
Escrevo-te sempre em dia de verão
quente,
onde o poema
sai pela janela aberta,
em forma de borboleta
e vai pousar no teu cabelo
docemente,
para não te acordar
do sonho
da minha poesia em ti.

2 comentários:

Xinha disse...

Combinação perfeita: a leitura deste poema ao som de Ennio Morricone!! Uauuuu! Lindooooooo!

Arroba disse...

Um bom Natal para si e para os seus, desejo-lhe a paz e a serenidade necessárias para enfrentar tempos de crise e de mudança. Continuarei a lê-la em 2009, esperando sempre que a Esperança nos reforçe os corações e o cristal da amizade brinde dentro de nós.