11 novembro 2009

Loucura do Interdito

O Discurso é filho do Amor
Nasceu belo e magnifico
Nessa terra da loucura,
em que o Eu não era eu
onde o Imaginário perdura.

Hoje sei, que escrevo ,
não para ti, que és o Principio
que não me fará nunca ser amado
porque o discurso, esse sim
estará sempre
inacabado.
E ao contrário de mim,
a escrita nada compensa
apenas no começo desta
como algo sublimado
e só está onde não estás
ou seja, em mais nenhum lado

Tudo se representa assim ,
eterno conto inacabado,
um cenário de fantasmas,
que sempre me incomodam
ainda mais do que os meus.
Porque são fantasmas teus!
Chocam-me sem cessar
colidem com a capacidade
de te poder recriar,
Neste discurso, nascido
da angústia de te amar.

Eu de um lado
Tu do outro
e no meio
o modo presente
amo-te
sem Verbo infinito
frase-palavra
que soa apenas num grito.
Só assim fará sentido
na loucura do interdito.

Sem comentários: