13 maio 2011

A Volta do Duche


Há uma roupagem diáfana cor de primavera
A brincar na copa das árvores
Agora as madrugadas são coloridas
Em tons de mel e pêssego
As noites tem o brilho azul
Da chama enluarada
Pela janela aberta dançam pedaços
De voile encantado
Asas de fadas brincam às escondidas.
Ao fundo da minha escada florescem as hortenses
A fazerem lembrar Sintra e a “Volta do Duche”
Um dia vou voltar a ser a menina das tranças negras
Vou-me passear contigo por aí,
E de mão dada vamos à fonte da Sabuga.
Mãe, vais voltar para me dar a mão?
Tenho sede do teu olhar .

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