
23 outubro 2007
Divagações

18 outubro 2007
Só para mulheres....
São 5h30 da manhã, o despertador não pára de tocar e não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede.
Estou acabada. Não quero ir trabalhar hoje. Quero ficar em casa, a cozinhar, a ouvir música, a cantar, etc.
Se tivesse um cão levava-o a passear nos arredores.
Tudo, menos sair da cama, meter a primeira e ter de por o cérebro a funcionar.
Gostava de saber quem foi a bruxa imbecil, a matriz das feministas que teve a ideia de reivindicar os direitos da mulher e porque o fez connosco que nascemos depois dela?
Estava tudo tão bem no tempo das nossas avós, elas passavam o dia todo a bordar, a trocar receitas com as suas amigas, ensinando-se mutuamente segredos de condimentos, truques, remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas dos seus maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, recolhendo legumes das hortas e educando os filhos.
A vida era um grande curso de artesãos, medicinas alternativas e de cozinha.
Depois, ainda ficou melhor, tivemos os serviços, chegou o telefone, as telenovelas, a pílula, o centro comercial, o cartão de credito, a Internet!
Quantas horas de paz a sós e de realização pessoal nos trouxe a tecnologia! Até que veio uma tipa, que pelos vistos não gostava do corpinho que tinha, para contaminar as outras rebeldes inconsequentes com ideias raras sobre "vamos conquistar o nosso espaço"... Que espaço?!
Que caraças! Se já tínhamos a casa inteira, o bairro era nosso, o mundo a nossos pés!
Tínhamos o domínio completo dos nossos homens, eles dependiam de nós para comer, para se vestirem e para parecerem bem à frente dos amigos... E agora, onde é que eles estão?
Agora eles estão confundidos, não sabem que papel desempenham na sociedade, fogem de nós como o diabo da cruz. Essa piada, acabou por nos encher de deveres. E o pior de tudo é que acabou nos lançando no calabouço da solteirice crónica aguda!
Antigamente, os casamentos eram para sempre. Porquê? Digam me porquê... Um sexo que tinha tudo do melhor, que só necessitava de ser frágil e deixar-se guiar pela vida começou a competir com os machos... A quem ocorreu tal ideia?
Vejam o tamanhão dos bíceps deles e vejam o tamanho dos nossos! Estava muito claro que isso não ia terminar bem. Não aguento mais ser obrigada ao ritual diário de ser magra como uma escova de dentes, mas com as mamas e o rabo rijos, para o qual tenho que me matar no ginásio, ou de juntar dinheiro para fazer uma mamoplastia, uma lipo, ou implantes nas nádegas... Além de morrer de fome, pôr hidratantes anti-rugas, padecer do complexo do radiador velho a beber água a toda a hora e, acima de tudo, ter armas para não cair vencida pela velhice, maquilhar-me impecavelmente cada manhã desde a cara ao decote, ter o cabelo impecável e não me atrasar com as madeixas, que os cabelos brancos são pior que a lepra, escolher bem a roupa, os sapatos e os acessórios, não vá não estar apresentável para a reunião do trabalho. E não só mas também, ter que decidir que perfume combina com o meu humor, ter de sair a correr para ficar engarrafada no transito e ter que resolver metade das coisas pelo telemóvel, correr o risco de ser assaltada ou de morrer numa investida de um autocarro ou de uma mota, instalar-me todo o dia em frente ao PC, trabalhar como uma escrava, moderna claro está, com um telefone ao ouvido a resolver problemas uns atrás dos outros, que ainda por cima não são os meus problemas!!! Tudo, para sair com os olhos vermelhos - pelo monitor, porque para chorar de amor não há tempo! E olhem que tínhamos tudo resolvido... Estamos a pagar o preço por estar sempre em forma, sem estrias, depiladas, sorridentes, perfumadas, unhas perfeitas, operadas, sem falar do currículo impecável, cheio de diplomas, de doutoramentos e especialidades, torná-mo-nos super-mulheres, mas continuamos a ganhar menos que eles e, de todos os modos, são eles que nos dão ordens!!!! Que desastre! Não seria muito melhor continuar a cozer numa cadeira? Basta!!! Quero alguém que me abra a porta para que possa passar, que me puxe a cadeira quando me vou sentar, que mande flores, cartinhas com poesias, que me faça serenatas à janela! Se nós já sabíamos que tínhamos um cérebro e que o podíamos utilizar, para quê ter que demonstra-lo a eles?? Ai meu Deus, são 6h10 e tenho que me levantar da cama... Que fria está esta solitária e enorme cama! Ahhhh... Quero um maridinho que chegue do trabalho, que se sente ao sofá e me diga: "Meu amor não me trazes um whisky por favor?" ou "O que há para jantar?"... Porque descobri que é muito melhor servir-lhe um jantar caseiro do que abocanhar uma sanduíche e beber uma Coca-Cola light, enquanto termino o trabalho que trouxe para casa. Pensas que estou a ironizar ou a exagerar?
Não, minhas queridas amigas, colegas inteligentes, realizadas, liberais e idiotas! Estou a falar muito seriamente... Abdico do meu posto de mulher moderna.
E digo mais: A maior prova da superioridade feminina era o facto de os homens esfalfarem-se a trabalhar para sustentar a nossa vida boa! Agora somos iguais a eles!
Mais Nada!!!!!
lol
28 setembro 2007
Opus alchymicum
Amanhã já não serei eu
Apenas porque morri sem saber a exacta medida da minha morte
Apenas porque deixei de saber o que é a vida
Neste preciso momento em que deixo no passado
As memórias guardadas na poeira dos tempos
Onde fui simbiose dos outros comigoSem nunca me ter encontrado, apenas porque morri lentamente.
by Arroba
"Ser o próprio é uma arte onde existe toda a gente e em que raros assinaram a obra-prima", in Ensaio espiritual da Europa, Almada Negreiros, 1924.
27 setembro 2007

No entanto esta prática não tem nada em comum com a Circuncisão Masculina.
Segundo essa tradição, pais bem intencionados providenciam a remoção do clítoris, e até mesmo dos lábios vaginais das suas filhas pré-adolescentes.
Há uma outra forma de mutilação genital chamada de infibulação, que consiste na costura dos lábios vaginais ou do clítoris.
Embora muitos códigos penais não mencionem directamente os termos Circuncisão Feminina ou Mutilação Genital Feminina, é perfeitamente enquadrado como uma forma de "abuso grave de criança e de lesão corporal qualificada". Vários organismos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), tem envidado esforços para desencorajar a prática da mutilação genital feminina.
A Convenção sobre os Direitos da Criança, assinada em Setembro de 1990, considera-a um acto de tortura e abuso sexual.
26 setembro 2007
geo - política

Sabem como se chama a parte da barriga da mulher que fica à vista de todos, entre as calças e a camisola (abomino a palavra top)?
- Faixa de Gaja
Porquê?
Porque abaixo está a Terra Prometida e acima estão os Montes Golâ.
P.S.- recebido por e-mail.....tá o máximo....
Apaga as estrelas, vem dormir comigo no esplendor da noite do mundo que nos foge."

"Mas hoje, ainda longe daquele grito, sento-me na fímbria do mar.
Medito no meu regresso.
Possuo para sempre tudo o que perdi.
E uma abelha pousa no azul do lírio, e no cardo que sobreviveu à geada. Penso em ti.
Bebo, fumo, mantenho-me atento, absorto – aqui sentado, junto à janela fechada.
Ouço-te ciciar amo-te pela primeira vez, e na ténue luminosidade que se recolhe ao horizonte acaba o corpo.
Recolho o mel, guardo a alegria, e digo baixinho: Apaga as estrelas, vem dormir comigo no esplendor da noite do mundo que nos foge."
Al Berto in «Lunário»
Circuncisão!

APROXIMADAMENTE DOIS MILHÕES!!!
"Como devemos reagir quando nos deparamos com esta prática?
A circuncisão feminina é um problema importante e muito mais profundo do que se imagina. Qualquer pessoa que tente atacar este problema é confrontada com vários obstáculos – o maior dos quais é o silêncio das mulheres afectadas.
A circuncisão representa um assunto polêmico, assim como qualquer outra coisa relacionada com a sexualidade. É muito raro uma mulher consultar um médico sobre um problema ligado à sua circuncisão. Foram as mulheres intelectuais islâmicas que começaram a levantar o véu sobre esta prática.
Outro problema que encontramos é que as mulheres não educadas nem sempre concordam que a circuncisão feminina deve ser proibida. De facto, elas querem frequentemente que as suas filhas sejam circuncidadas. Estão convencidas de que este acto é benéfico, apesar dos perigos que correm.
Um terceiro problema é a nossa ignorância sobre os grupos étnicos envolvidos. Qualquer acção eficaz deve ser realizada com grande sensibilidade. Isto significa um trabalho longo e difícil para se compreenderem as suas crenças.
Como cristãos, podemos tornar nossas irmãs conscientes dos efeitos e riscos de saúde ligados a esta prática. Sabemos que a sexualidade para o casal cristão é um presente de Deus para seu prazer. Com as nossas irmãs não crentes, podemos apenas levantar estas questões mais tarde, quando tivermos ganhado sua confiança.
Se o número de mulheres educadas aumentar, é certo que esta prática entrará em declínio. A luta contra a circuncisão feminina é certamente algo a longo prazo mas que vale a pena. É apenas então que certas mulheres conhecerão a felicidade que um casal experimenta em sua intimidade e de estarem livres dos riscos para a sua própria saúde e de seus bebês."
Extracto de texto escrito pela Dra Halimatou Bourdanne, médica na Costa do Marfim.
O seu endereço é 22 BP, Abidjan 22, Costa do Marfim, África Ocidental.
24 setembro 2007
O Pássaro de bico amarelo...

13 setembro 2007
Muito me espanta que esta data não fosse condignamente assinalada. Ontem assisti à abertura do novo ano lectivo , com toda a pompa e circunstância Sir Sócrates e seus ministros repartiram-se por várias escolas, espalhando assim a "paixão" pela educação , apanágio do seu programa de Governo.
E o Miguel senhores??? o Miguel foi esquecido??? que "raio" de Governo é este sem memória? Será que não merecia um ministro, apenas um só, que nos fizesse sentir que temos um património literário único a que todos devemos homenagem e que não deve cair no esquecimento.
Mas não.... um povo sem memória, um governo mais voltado para as "chinesiçes" e valha-nos Deus que o Sir Socrates até já se benze....
Escritor português, natural de São Martinho de Anta, Vila Real.
Oriúndo de uma família humilde, teve uma infância rural dura, que lhe deu a conhecer a realidade do campo, sem bucolismos, feita de árduo trabalho contínuo. Após uma breve passagem pelo seminário de Lamego, emigrou com 13 anos para o Brasil, onde durante cinco anos trabalhou na fazenda de um tio, em Minas Gerais, como capinador, apanhador de café, vaqueiro e caçador de cobras. De regresso a Portugal, em 1925, concluiu o ensino liceal e frequentou em Coimbra o curso de Medicina, que terminou em 1933. Exerceu a profissão de médico em São Martinho de Anta e em outras localidades do país, fixando-se definitivamente em Coimbra, como otorrinolaringologista, em 1941. Ligado inicialmente ao grupo da revista Presença, dele se desligou em 1930, fundando nesse mesmo ano, com Branquinho da Fonseca (outro dissidente), a Sinal, de que sairia apenas um número. Em 1936, lançou outra revista, Manifesto, também de duração breve. A sua saída da Presença reflecte uma característica fundamental da sua personalidade literária, uma individualidade veemente e intransigente, que o manteve afastado, por toda a vida, de escolas literárias e mesmo do contacto com os círculos culturais do meio português. A esta intensa consciência individual aliou-se, no entanto, uma profunda afirmação da sua pertença à natureza humana, com que se solidariza na oposição a todas as forças que oprimam a energia viva e a dignidade do homem, sejam elas as tiranias políticas ou o próprio Deus. Miguel Torga, tendo como homem a experiência dos sofrimentos da emigração e da vida rural, do contacto com as misérias e com a morte, tornou-se o poeta do mundo rural, das forças telúricas, ancestrais, que animam o instinto humano na sua luta dramática contra as leis que o aprisionam. Nessa revolta consiste a missão do poeta, que se afirma tanto na violência com que acusa a tirania divina e terrestre, como na ternura franciscana que estende, de forma vibrante, a todas as criaturas no seu sofrimento. Mas essa revolta, por outro lado, não corresponde a uma arreligiosidade ou recusa da transcendência. A sua obra, recheada de simbologia bíblica, encontra-se, antes, imersa num sentido divino que transfigura a natureza e dignifica o homem no seu desafio ou no seu desprezo face ao divino. A ligação à terra, à região natal, a Portugal, à própria Península Ibérica e às suas gentes, é outra constante dos textos do autor. Ela justifica o profundo conhecimento que Torga procurou ter de Portugal e de Espanha, unidos no conceito de uma Ibéria comum, pela rudeza e pobreza dos seus meios naturais, pelo movimento de expansão e opressões da história, e por certas características humanas definidoras da sua personalidade. A intervenção cívica de Miguel Torga, na oposição ao Estado Novo e na denúncia dos crimes da guerra civil espanhola e de Franco, valeu-lhe a apreensão de algumas das suas obras pela censura e, mesmo, a prisão pela polícia política portuguesa.
Contista exímio, romancista, ensaísta, dramaturgo, autor de mais de 50 obras publicadas desde os 21 anos, estreou-se em 1928 com o volume de poesia Ansiedade.
Também em poesia, publicou, entre outras obras, Rampa (1930), O Outro Livro de Job (1936), Lamentação (1943), Nihil Sibi (1948), Cântico do Homem (1950), Alguns Poemas Ibéricos (1952), Penas do Purgatório (1954) e Orfeu Rebelde (1958).
Na ficção em prosa, escreveu Pão Ázimo (1931), Criação do Mundo. Os Dois Primeiros Dias (1937, obra de fundo autobiográfico, continuada em O Terceiro Dia da Criação do Mundo, 1938, O Quarto Dia da Criação do Mundo, 1939, O Quinto Dia da Criação do Mundo, 1974, e O Sexto Dia da Criação do Mundo, 1981), Bichos (1940), Contos da Montanha (1941), O Senhor Ventura (1943, romance), Novos Contos da Montanha (1944), Vindima (1945) e Fogo Preso (1976).
É ainda autor de peças de teatro (Terra Firme e Mar, 1941; O Paraíso, 1949; e Sinfonia, poema dramático, 1947) de volumes de impressões de viagens (Portugal, 1950; Traço de União, 1955) e de um Diário em dezasseis volumes, publicado entre 1941 e 1994. Notável pela sua técnica narrativa no conto, pela expressividade da sua linguagem, frequentemente de cunho popular, mas de uma força clássica, fruto de um trabalho intenso da palavra, conseguiu conferir aos seus textos um ritmo vigoroso e original, a que associa uma imagística extremamente sugestiva e viva.
Várias vezes premiado, nacional e internacionalmente, foram-lhe atribuídos, entre outros, o prémio Diário de Notícias (1969), o Prémio Internacional de Poesia (1977), o prémio Montaigne (1981), o prémio Camões (1989), o Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (1992) e o Prémio da Crítica, consagrando a sua obra (1993). Em 2000, é publicado Poesia Completa
02 setembro 2007
01 setembro 2007

Águas do Mondego que passam
na menina dos teus olhos
são olhos rasos de água
e o rio vai passando
a saudade
o frémito
a dor
As ruas da tua cidade
conduzem-me junto à margem
águas do Mondego que passam
negras capas
que esvoaçam
bandeiras soltas ao vento
nas ruas da tua cidade
águas do Mondego que passam
na menina dos teus olhos
e eu cega sem te ver
negras capas que esvoçam
na menina dos meus olhos
e o rio vai passando
a saudade
o frémito
a dor
31 agosto 2007
elton john candle in the wind
A melancolia e a saudade são como caruncho, atacam a alma e deixam espaços de solidão, pequenos corpos cavernosos.
Dez anos passaram, olhando para trás, recordo o dia de hoje com muita saudade e muito carinho, mas ao mesmo tempo,com alguma amargura.
Risos alegres de crianças, chilrear de pássaros, sol quente de tardes de verão.
Hoje as crianças cresceram, os pássaros desapareceram na linha do horizonte levando nas asas a tua presença.
Resta-me a memória, através dela sinto que percorremos grande parte do caminho juntas, um dia virá o momento em que me virás buscar, e segurando-me pela mão, também eu aprenderei a voar...
30 agosto 2007
TOURADA EM BARRANCOS: Morte de touro transmitida no telejornal da RTP 1
No sofrimento não há excepções e, eu estou furibunda porque liguei o famigerado aparelho de TV no Canal 1 para saber o que vai pelo país e pelo mundo e , eis senão quando, os meus olhos vem o momento da morte do animal!!!!! Mas é necessário mostrar concretamente esse momento?????
È isto o tal "jornalismo de informação"????
Poupem-me ! que raio de país este ? autêntica Républica das Bananas .... Barrancos é excepção, Olivença é o quê??? e viva o Alqueva.... mais os montados espanhóis.... (olha lá Maria .. tu não escrevas mais ).
Tudo isto por causa da morte do touro no telejornal da RTP1 - Protesto!!!! Vou deixar de ver a "um"
29 agosto 2007
Aprender com Albino Forjaz de Sampaio - "Um Jornalista levado dos diabos!"
( extractos da segunda , de oito cartas)
“ ... no fundo da cada um dos nossos contemporâneos residem latentes os instintos dum carrasco !
“ Não tens tu encontrado, ò caricato, nas tuas horas de angústia, sómente semblantes frios, corações empedernidos e ouvidos cerrados ?
Quantas vezes perguntaste onde estavam a Bondade humana, a justiça humana ? Quem te respondeu ?
Inútil pergunta.
Ninguém.
Deus?
Onde estava Deus?
Deus não é dêste mundo !
É preferível ver um cano de esgôto em tôda a sua porcaria a uma alma em tôda a sua intimidade.
Há almas cuja treva é maior que a noite, consciências cuja lama é maior que a de todos os pântanos da terra.
Albino Forjaz de Sampaio
Da Academia das Sciências de Lisboa
in PALAVRAS CÍNICAS 1905
(continua)
28 agosto 2007
TonecasPintassilgo: HP (Hewlett-Packard) NUNCA MAIS...
Tecnologias modernas...
Bil Gates anunciou em tempos o lançamento de um produto em parceria com a Hewlett Packard (HP) que vai permitir ao usuário a possibilidade de armazenar toda a sua informação em um dispositivo central e acessá-la de qualquer aparelho compatível com o Windows, incluindo o aparelho de MP3 Zune, o Xbox, PCs e telefones móveis..."Que fixe!!!!"
Á medida que a tecnologia avança, parece haver uma possibilidade cada vez maior de bloquear praticamente todas as saídas. Essa hipótese é reforçada pelo emprego da palavra grega dunétai – "possa" (Ap 13.17), que é usada para transmitir a idéia do que "pode" ou "não pode" ser feito. O Anticristo não permitirá que alguém compre ou venda se não tiver a marca, e o que possibilitará a implantação desta política será o facto da sociedade do futuro não usar mais o dinheiro vivo como meio de troca. O controle da economia, ao nível individual, através da marca, encaixa-se perfeitamente no que a Bíblia diz a respeito do controle do comércio global pelo Anticristo, delineado em Apocalipse 17 e 18......
Ao longo da história, muitos têm tentado marcar certos grupos de pessoas para o extermínio, mas sempre houve alguns que conseguiram achar um meio de escapar. Estamos numa sociedade de dinheiro electrónico com pesadas taxas de juro canalizando-nos cada vez mais para a utilização de Pc's e assessórios que nos condicionam a nossa qualidade de vida ( o pobre do Tonecas Pintassilgo nem jantou, perdeu horas de uma linda tarde de sexta-feira à procura de um simples cabo de ligação e foi levado a esquecer (momentâneamente) que a Vida é algo de maravilhoso e de que não vale a pena perdermos-nos no emaranhado de uma sociedade de consumo que nos escraviza se não tomarmos cuidado!
P.S.
Pequeno tentativa de conselho "inocente"
marcas brancas experimentou procurar?......que se "lixe" a HP!!!! (quem não tem cão caça com gato) .
26 agosto 2007
Simbolismo dos números
1 – É o número da acção, da ambição e da agressão, palavras iniciadas com a letra «A», que também é a nº 1 do alfabeto. O nº 1 tem como objectivo a conquista do poder e da glória.
2 – É o número do contraste e das coisas que se opõem, como o preto e o branco. Ele simboliza o equilíbrio, o qual é conseguido por meio da divisão de forças positivas e negativas.
3 – É o número da versatilidade. O seu símbolo é o triângulo, onde um lado representa o passado, outro o presente e o futuro. O nº 3 reúne várias qualidades positivas, como o entusiasmo e a habilidade, sendo, por isso, o número mais moldável.
4 – É o número da persistência e da tolerância. É representado pelo quadrado, pelas estações do ano, pelos pontos cardeais e pelos antigos elementos, que também eram quatro: o fogo, a água, o ar e a terra.
5 – É o número da ousadia e da aventura, revelando todas as suas qualidades nas viagens e outras situações imprevisíveis. Não tem a mesma estabilidade e firmeza do nº 4, pois é o símbolo do inesperado, mas é o algarismo que atrai a boa sorte.
6 – É o número da lealdade e da confiança. É considerado perfeito, sendo divisível, ao mesmo tempo, pelo número 2, que é par, e pelo 3, que é ímpar. Desta forma, ele combina as qualidades desses dois números. Por essa e outras características é o número que está em harmonia com a natureza.
7 – É o número do mistério e de tudo o que é oculto e desconhecido. O 7 simboliza os sete planetas dominantes, os sete dias da semana e as sete notas da escala musical. O número 7 representa a fusão do número 1 – a unidade – com o número 6 – a perfeição. Dessa combinação resulta a entidade 7, o número místico por excelência.
8 – É o número do êxito material. Ele simboliza a firmeza elevada do sucesso total, ou, na linguagem dos números, o duplo quadrado. As partes do oito permanecem iguais quando ele é dividido: 4 e 4. Sendo novamente dividido, ainda continua com as suas partes iguais: 2, 2, 2, 2. E isto, no simbolismo dos números, representa um quádruplo equilíbrio.
9 – É o número da realização total, sendo o maior de todos os números primitivos. As características de todos os outros algarismos estão contidas no número 9, que poderá desenvolvê-las até ao seu grau máximo. Ele representa 3 vezes o número 3, o que lhe dá também mais uma qualidade: a de transformar a versatilidade do número 3 em inspiração.
08 agosto 2007
APRENDER COM ALBINO FORJAZ DE SAMPAIO ...... (não sei porquê não consigo apreender isto?!!!)
(LIVRO ESCRITO HÁ 100 ANOS !)

( extractos da primeira , de oito cartas)
Meu amigo:
De que te hei-de falar?
Da Vida?
Pois seja.
A vida é a escola do cinismo.
Trazes coração?
Esmaga-o ao entrar como uma coisa que nos compromete, que nos avilta.
Se acaso és bom – tolice – não venhas.
Aqui, para triunfar, é preciso ser mau, muito mau.
Sê mau, cínico, hipócrita e persistente que vencerás.
Serás aclamado, respeitado e invejado.
Ri de tudo, que é preciso que rias.
Abafa o protesto com um sorriso, uma agonia com uma gargalhada,um estertor com uma praga.
Sê polido, meu amigo.
Encobre a raiva sob o riso, e o riso sob o pesar.
Odeia os que sobem e os que pretendem subir, odeia os que subiram e os que um dia subirão.
Odeia todos e desconfia.
Vem, mas vem cínico.
Triunfarás, terás oiro, amantes, mulheres, o diabo.
Ou serás vencido ou vencedor.
Se vencido esperam-te tôdas as humilhações desde o desprêzo até à compaixão.
Se vencedor todos os triunfos desde o respeito ao Capitólio.
Luta sempre, calado, fino, sabido, que se não tens geito para isto serás um eunuco eterno, castrado para a Vida, para o Amor, e para o sonho.
Acredita que todos se vendem, homens e mulheres, palhaços e imperadores, cristos e mendigos: a questão é de preço e o preço sufoca tôdas as consciências, tôdas as revoltas.
Acredita que falta quem compre toda a gente que se quer vender.
A geração é de cobardes e “cada ano que passa está mais corrupto o mundo”.
Albino Forjaz de Sampaio
Da Academia das Sciências de Lisboa
PALAVRAS CÍNICAS
1905
Empresa Literária Fulminense
10ª edição (MXCXXIV)39º milhar
(CONTINUA)
07 agosto 2007

04 agosto 2007
03 agosto 2007
Quando termina a realidade e começa o sonho ou vice-versa

A inconsistência dos afectos.
Por vezes sinto-me mesmo muito confusa(...)à medida que me aproximo da sua imagem real e o conheco melhor, este conhecimento vai-se fazendo por subtracção, em que cada parte de imaginação e desejo é hipotéticamente substituída por uma noção que valerá infinitamente menos.
No começo de um amor, como no seu fim, não estamos exclusivamente apegados ao objecto desse amor, mas é antes o desejo de amar, onde ele vai ter origem.
Sinto uma nostalgia imensa, quase que adivinho o futuro, uma espécie de presságio em como nunca vou poder acordar um dia e sentir que vou olhar o seu rosto adormecido!
Como eu o desejava só para mim..
Os dias vão seguindo o seu curso, deixando-me presa em mil ilusões sobre si, cada vez mais me vou emaranhando nesta teia, cada vez mais o construo dentro de mim, adensando o desejo e aumentando a expectativa.Mal posso crer que um dia a realidade, tal como o comum dos mortais a apreende, vai tomar conta do meu sonho e desfazê-lo em mil fios de luz brilhante dispersos algures no espaço e no tempo.
Vertente Lunar
02 agosto 2007
01 agosto 2007
30 julho 2007
Cartagena e o Alquimista

11 julho 2007
15 janeiro 2007
Um Castelo de Sonhos
A Cada Torre erguida sonhava com um futuro perfeito
Ainda procuro por estes sonhos, os quais meu coração anseia
Mas o mundo é complicado, as pazinhas não moldam do mesmo jeito
Dos homens, que não se importam se algum dia, o mundo pode ser perfeito
Corações vazios, sentimentos depositados na mente,
Mentes abarrotadas, então, disto, sem espaço algum para a verdade
É preciso ser céptico, as coisas se complicaram demais pra se entender,
Instinto animal, devorar a quem está ao lado, ódio é tudo o que sobrou.
Não eram estes os sonhos que depositei nas torres,
A felicidade às vezes se porta como colhidas flores,
Enfeitam a princípio, mas quando o tempo passa, é inevitável, murcham,
Sem a seiva que nutre as pétalas, assim murcham aqueles que não amam
Hoje sei qual foi o meu grande erro na infância,
Descobri, afinal, o que me provoca tamanha ânsia,
Sonhos não devem ser depositados em torres de castelos
Mas vividos, de forma forte para que nada possa romper seus elos.
Alma Quântica
Não há Felicidade Solitária
É a fraqueza do homem que o torna sociável; são as nossas misérias comuns que levam os nossos corações a interessar-se pela humanidade: não lhe deveríamos nada, se não fôssemos homens. Todos os afectos são indícios de insuficiência: se cada um de nós não tivesse necessidade dos outros, nunca pensaria em unir-se a eles. Assim, da nossa própria enfermidade, nasce a nossa frágil felicidade. Um ser verdadeiramente feliz é um ser solitário; só Deus goza de uma felicidade absoluta; mas qual de nós faz uma ideia do que isso seja? Se algum ser imperfeito se pudesse bastar a si mesmo, de que desfrutaria ele, na nossa opinião? Estaria só, seria miserável. Não posso acreditar que aquele que não precisa de nada possa amar alguma coisa: não acredito que aquele que não ama nada se possa sentir feliz.
As Estâncias de Dzyan
As Estâncias de Dzyan
É dificil saber quem foi o primeiro a fazer alusão a um livro trazido aos indianos e proveniente do planeta Vênus. Parece ter sido o astronomo francês Bailly, no fim do século XVIII , mas é possivel que haja referências anteriores.
O francês Louis Jacolliot, no século XIX , parece ter sido o primeiro a batizar esse livro de As Estancias de Dzyan. Desde meados do século XIX , pode-se notar uma série de acidentes acontecidos a pessoas que pretenderam possuir essas estancias. Mas foi com a ascenção e queda de Madame Blavatsky que a história das Estâncias de Dzyan apareceram em toda a sua extensão.
É dificil falar de Madame Blavatsky (M.B.) de maneira imparcial. As opiniões são muito divididas , e as paixões mesmo em nossa época, ainda são violentas. O melhor livro, em francês, sobre o assunto , foi escrito por Jacques Lantier: "A Teosofia" (CAL) . Falarei de Madame Blavatski somente o que me parece necessário para compreender a história fantástica das Estancias de Dzyan .
Helena Petrovna Blavatsky nasceu na Rússia em 30 de julho de 1831, sob o signo de múltiplas calamidades. Desde o seu batismo , a coisa teve inicio: a casula do sacerdote pegou fogo e ele ficou gravemente queimado, e muitas pessoas que assistiam feriram-se, tomadas de pânico. Após esse brilhante começo, desde a idade de cinco anos, Helena Blavatsky espalhava o terror em torno de sí, hipnotizando seus companheiros de brinquedo: um deles se lançou no rio, afogando-se.
Com a idade de 15 anos começou a desenvolver os dons da clarividencia, inteiramente imprevistos, e passou a descobrir criminosos que a policia era incapaz de desmascarar. A loucura começou a espalhar-se e queria-se colocar a jovem na prisão até que fornecesse de suas atividades e de seus dons racionais. Felizmente a familia interveio: casaram-na, pensando que se acalmasse , mas ela escapou e embarcou em Odessa para Constantinopla. De lá chegou ao Egito. Uma vez mais, voltamos às mesmas pistas do primeiro capitulo: O Livro de Toth , as obras que escaparam do desastre de Alexandria.
Fosse como fosse , no Cairo , Madame Blavatsky viveu com um mágico , de origem copta, grande letrado muçulmano . Este lhe revelou a existencia de um livro maldito , muito perigoso , mas que ele lhe ensina a consultar por clarividencia. O original, segundo o mágico, está num mosteiro do Tibet. O livro chama -se As Estancias de Dzyan.
Segundo o mágico copta , o livro revelaria segredos provenientes de outros planetas e referentes a uma história de centenas de milhões de anos. Como disse H.P. Lovecraft: "Os teólogos anunciam coisas que gelariam o sangue de terror se eles não as enunciassem com um otimismo tão desarmante quanto beato" Desejou-se procurar a origem dessas estâncias . Meu amigo Jacques Van Herp crê ter encontrado uma num obscuro artigo do "Asiatic Review" que Madame Blavatsky , provavelmente , não teve nunca ocasião de consultar.
Pode-se dizer, ao menos, que Madame Blavatsky, cuja imaginação era sempre muito viva, deixa-se levar por relatos fantásticos que corresponde a uma tradição muito antiga. Se levarmos a hipótese ao máximo, podemos imaginar qualquer coisa . Casos de clarividencia excepcional existem. Outro bom exemplo disso é o de Edgard Cayce ( Ver obra de Joseph Millard : "L'homme du mystére, Edgard Cayce") , Que Madame Blavatsky tenha lido , realmente pela clarividencia , uma obra extraordinária, não é talvez , de todo impossível.
Mais tarde ela pretenderá possuir , sob a forma de um livro essas Estancias de Dzyan. Deixando o Cairo rumou a Paris , onde viveu dos subsídios do pai. Depois em Londres, depois na América, onde tomou contato com os Mormons e estudou o Vudu.
Depois disso , tornou-se assaltante no faroeste - não exagero , é histórico. Voltou depois a Londres onde pretendeu encontrar um certo Kout Houmi Lal Sing ( Mestre Kutumi) . A propósito desse personagem , quatro hipóteses foram emitidas.
1. Só existiu na imaginação de Madame Blavatsky.
2. Jamais existiu mas era a projeção de forças mentais provenientes de adeptos que viviam na Ásia.
3. Era um hindu, agente de uma sociedade secreta que manipulava Madame Blavatsky para faze-la instrumento da independencia da India. Tal tese parece preferida por Jacques Lantier que é policial de profissão.
4. Esse personagem era agente do Serviço de Inteligencia.
Essa quarta tese se encontra na literatura soviética onde Madame Blabatsky é considerada , como todo seu trabalho, como um instrumento do imperialismo inglês.É interessante notar que um século depois desses acontecimentos, depois de milhares de artigos e centenas de livros, nada se tenha conseguido saber sobre esse personagem designado pelas iniciais K. H. Estamos no terreno das conjecturas, mas não é excluso afirmar que as quatro hipoteses propostas sejam todas falsas.
Seja como for , K.H. manteve correspondencia com Madame Blavatsky . Uma parte destas cartas foi publicada . Entre outras coisas , falava do perigo das armas construidas com energia atômica, e da necessidade , consequentemente , de guardar certos segredos . Isto há cem anos ! Encontra-se um eco dessas cartas no romance de ficção cientifica de Louis Jacolliot "Os devoradores de fogo" onde se assiste já à conversão da matéria em energia.
Tais cartas contém muitas outras coisas . À medida que as recebia , Madame Blavatsky , mulher inculta cuja biblioteca era composta de romances baratos comprados em estações de trem, tornava-se , bruscamente , a pessoa melhor informada do século XIX, no que concerne às ciencias. É ,suficiente ler livros como A Doutrina Secreta , Ïsis Desvendada,O Simbolismo Arcaico das Religiões. livros esses que ela assinou , para constatar uma imensa cultura que ia da linguistica ( ela foia aprimeira a estudar a semântica do sânscrito arcaico) até fisica nuclear, passando por todos os conhecimentos de sua época, da nossa, e por algumas ciências ainda não inventadas.
Pode-se alegar que seu secretário George Robert Stow Mead era um homem de grande cultura. Mas Mead só encontrou Madame Blavatsky em 1889 e não ficou com ela senão os três últimos anos de sua vida. De mais a mais , se esse antigo aluno de Cambridge conhecia muito bem os problemas relativos ao gnosticismo, não tinha essa cultura universal tão avançada para a época que se manifestava na obra de Blavatsky.
Esta pretendeu sempre que suas informações provinham das Estancias de Dzyan, que ela consultara à diistância, primeiramente , e que depois recebera dos indianos um exemplar. Não se sabe onde ela teria aprendido o sânscrito: isto faz parte do mistério.
Em 1852 , Madame Blavastky voltou à India , rumou depois para Nova York e viveu novamente no faroeste. Em 1855, novamente em Calcutá , depois tentou penetrar no Tibet: impediram-na com energia. Começou então a receber advertencias : se ela não restituisse o exemplar das Estancias de Dzyan , uma infelicidade se abateria sobre ela. Com efeito , em 1860 ela caiu doente. Durante três anos perambulou pela Europa como se estivesse sendo perseguida.
Em 1870 voltou ao Oriente , a bordo de um navio que atravessou o Canal de Suez , que acabava de ser aberto. O navio explodiu . Diz-se que transportava pólvora para canhão , mas isto não está provado. A maior parte dos viajantes foi reduzida , em todo caso, a poeira tão fina que nem se achou mais vestigios de seus cadaveres. A descrição da explosão lembra mais antes a de uma bomba atomica, que outra coisa. Madame Blavatsky escapou miraculosamente.
Tentou depois, em Londres , dar entrevista coletiva à imprensa. Um louco(?) atingiu-a com tiros. Declarou , em seguida, que fora teleguiado , precedendo , assim, Lee Harvey Oswald , Shirhan Shirhan e Charles Mason.
Madame Blavatsky escapou, mas ficou terrivelmente assustada. Organizou outra entrevista coletiva para apresentar as Estancias de Dzyan, pensando , assim suprimir a ameaça . Mas o manuscrito desapareceu . Desapareceu de de um cofre-forte, moderno para a época, que se encontrava num grande hotel. Madame Blavatsky é então persuadida que luta contra uma sociedade secreta extremamente poderosa. O episódio principal dessa luta deveria desencadear-se alguns anos mais tarde, quando Madame Blavatsky encontrou na América , Henry Steel Olcott , homem de negócios, que se dizia coronel, comomuitos de sua época , notadamente Búffalo Bill.
Olcott se apaixonou pela estranha . M. Blavatsky lhe pareceu fascinante . Fundou , então , com ela, um "clube de milagres". Depois disso, uma sociedade que quis batizar como sociedade egiptológica. Depois de muitas advertencias, o nome foi mudado para "Sociedade Teosófica". Estamos a 8 de setembro de 1875. Os sinais e prodigios logo se manifestaram. A sociedade quer incinerar os restos mortais do Barão de Palm, improvável aventureiro, membro desta sociedade . A cremação é novidade, principalmente na América. ë preciso uma autorização especial para a sociedade teosófica construir um forno crematório. Quando lá foi posto o cadaver do Barão de Palm, seu braço direito levantou-se para o céu , em sinal de protesto. Ao mesmo tempo , no mesmo instante, um incêndio gigantesco apareceu no Brooklyn : um grande teatro queimou e duzentos nova-iorquinos morreram. A cidade inteira tremeu.
Ao cabo de algum tempo , decidiu-se que o Coronel Olcott e Madame Blavatsky partiriam para a Asia a fim de entrar em contato com os grande mestres da Loja Branca. A missão era encarada tão seriamente pelo governo dos Estados Unidos que, quando da partida, em 1878, o Presidente Rutherford Hayes designou Madame Blavatsky e o Coronel Olcott como seus enviados especiais, deu-lhes ordens da missão assinadas e passaportes diplomáticos. Tais documentos evitariam que, mais tarde, eles fossem mantidos presos na Ïndia , pelos ingleses, como espiões russos; só faltava a espionagem nesta história, aí está. Em 16 de fevereiro de 1879, a expedição chegou à India . Foi recebida pelo Pandit Schiamji Krishnavarma e outros iniciados. Aspecto menos agradável da recepção; todos os documentos e dinheiro dos viajantes foram roubados na chegada. A policia inglesa reencontrou o dinheiro , mas jamais os documentos.
É o começo de uma guerra sem quartel que terminará catastróficamente. As prisões e interrogatórios policiais se sucederam. O Coronel Olcott protestou , exibiu a carta do presidente dos Estados Unidos e escreveu: "O governo da India recebeu falsas informações a nosso respeito , baseadas na ignorancia e na malicia, e estamos colocados sob uma vigilancia tão inábil que o país inteiro a percebe, e que faz crer aos indianos que o fato de ser nossos amigos, lhe atrairá a malqueirança de funcionários superiores , e poderia prejudicar seus interesses pessoais. As intençoes louváveis e generosas da sociedade encontram-se , assim , entravadas sériamente e estamos sendo vítimas de indignações absolutamente imerecidas pela decisão do governo, enganado por falsos rumores." Após isso, a perseguição policial diminuiu, mas as ameaças se multiplicaram : se Madame Blavatsky se obstinasse em falar do livro de Dzyan deveria esperar pelo pior. Ela se obstinou. . .
Tinha agora em seu poder as Estancias de Dzyan, que nem mesmo estavam redigidas em sanscrito, mas numa lingua chamada Senzar, da qual ninguem ouvira falar , nem antes nem depois dela. Madame Blavatsky mesma traduziu o texto para o inglês: essa tradução apareceu em 1915 na "Hermetic Publishing Company" de San Diego, Estados Unidos , com um prefácio do Dr. A.S. Raleigh . Pude consulta-la em 1947 na biblioteca do Congresso em Washington . É muito curiosa e mereceria ser estudada.
A réplica dos desconhecidos é terrivel e admiravelmente organizada. Tiraram de Madame Blavatsky aquilo que lhe era mais caro : suas pretensões ao ocultismo. A sociedade de pesquisas psíquicas onglesa publicou um relatório absolutamente acabrunhador , redigido pelo Dr. Hodgson: Madame Blavatsky não passaria de um pretisdigitador banal; toda a sua história seria uma farsa. Ela nunca se recuperou desse ataque. Viveu até 1891, completamente abatida psiquicamente, num estado de depressão mental lamentável.
Declarou publicamente que lamenta ter falado das Estancias de Dzyan, é muito tarde. Investigadores indianos, como E. S. Dutt, criticarão e demolirão a matéria de Hodgson, mas não há mais tempo para salvar Madame Blavatsky . Provou-se , após sua morte , que uma verdadeira conspiração fora organizada ao mesmo tempo pelo governo inglês, pelos serviços de policia do vice-rei da India, pelos missionários protestantes na India , e por outros personagens que não se pode identificar, e que seriam, provavelmente, os mais importantes participantes desse complô. No plano da guerra psicológica, a operação montada contra Madame Blavatsky é uma obra-prima.
Tal conspiração prova, por outro lado, que existem certas organizações contra as quais a propria proteção de um presidente dos Estados Unidos é inócua. O resultado foi visto. No plano politico, Madame Balvatsky teve uma vitória total: Mohandas Karamchand Gandhi reconheceu que devia a Madame Blavatsky ter encontrado seu caminho, a consciencia nacional, e que graças a ela ele libertara , finalmente, a Índia . Foi um discipulo de Madame Blavatsky que lhe forneceu a droga Soma que lhe permitiu ultrapassar os momentos mais dificeis . E é , provavelmente , devido a esses contatos , que Gandhi foi assassinado em 30 de janeiro de 1948 por um fanático estranhamente teleguiado e estranhamente precursor , uma vez mais.
Mas as idéias de Madame Blavatsky triunfavam. É certo que a sociedade teosófica desempenhou importante papel, se não decisivo, na libertação da India. E' certo também que o Serviço de Inteligencia e outros instrumentos do imperialismo ingles tomaram parte na conspiração contra madame Blavatsky e contra o livro de Dzyan.
A impressão que se depreende , portanto , é que uma organização mais poderosa que o próprio Serviço de Inteligencia, e não politica , procurou impedir Madame Blavatsky de falar. Objetar-me-ão que tal organização não impediu a publicação do testo em 1915, mas o que prova que a publicação tenha a menor relação com o original? Afinal, não conheço nada sobre a sociedade hermética de San Diego. . .
Em todo caso, Madame Blavatsky começou a morrer depois do desastre. Nós a reencontraremos , numa ultima imagem, na rua Notre-Dame-des-Champs, em Paris. Aí terminou sua vida , para ir morrer depois em Londres em 1891.
Olhemos atravé dos olhos de um dos seus inimigos, o russo V.S. Solovyoff, que descreveu seus encontros com ela no "Mensageiro da Rússia", uma revista da época. Parece que ele aborreceu-se principalmente com as criticas mudas que ela constantemente parecia dirigir-lhe . Apesar de abatida, Madame Blavatsky foi ainda objeto de fenomenos bizarros. Eis o que aconteceu ao cético Solovyoff no Hotel Vitória , em Elbefeld ( Alemanha), quando acompanhava Madame Blavatsky e alguns discipulos em viagem:
"De repente acordei. Fui despertado por um hálito quente. Ao meu lado, na obscuridade, uma figura humana de talhe alto, vestida de branco se erguia. Ouvi uma voz , não saberia dizer em que lingua, ordenando-me para acender a vela . Uma vez a vela acesa, vi que eram duas horas da manhã e que um homem vivo se encontrava ao meu lado. Esse homem parecia exatamente o retrato do mahatma Morya que eu já vira. Falou-me numa lingua estranha mas, no entanto , eu o compreendia . Disse-me que eu tinha grandes poderes pessoais e que meu dever era emprega-los. Depois desapareceu. Reapareceu logo, sorrindo, e na mesma lingua desconhecida , mas inteligível, disse: "Esteja certo, não sou uma alucinação e você não está a ponto de perder a razão". Depois desapareceu novamente. Eram, então , 3 horas. A porta continuava fechada à chave".
Se é esse o genero de fenomeno que acontecia aos céticos, não é nada espantoso que Madame Blavatsky tivesse conhecido experiencias mais extraordinárias. Parece , em todo caso, que ela empregou uma espécie de clarividencia para escrever . Um critico inglês, William Emmett Coleman conta que na obra Isis Desvendada, Madame Blavatsky cita perto de 1.400 livros que ela não possuia. As citações são corretas.
Madame Blavatsky , em todo caso, não ameaçará mais ninguem de publicar as Estancias de Dzyan. O leitor poderia perguntar-me de onde vem a idéia de que as obras pertencem às civilizações muito antigas, obras, talvez , de origem interplanetária, se encontram na India . Tal idéia não é nova : foi introduzida no Ocidente por um personagem tão fantástico quanto Madame Blavatsky: Apolonio de Tiana. Apolônio de Tiana foi estudado notadamente por george Robert Stow Mead( 1863-1933), que por acaso foi o ultimo secretário de Madame Blavatsky nos três ultimos anos de sua vida.
Apolônio de Tiana parece ter realmente existido. Uma biografia dele foi escrita por Flavius Philostratus (175-245 d.C.) . Apolonio de Tiana impressionou tanto seus contemporâneos e a posteridade que, hoje ainda, investigadores sérios afirmam que Jesus Cristo jamais existiu, mas que seus ensinamentos provém, na realidade , de Apolônio de Tiana. É uma tese que não existe sómente entre os racionalistas. Atribui-se a Apolonio poderes sobrenaturais que ele próprio negou com grande energia. Parece, entretanto, ter visto , pela clarividencia , o assassinato do imperador romano Domiciano, em 18 de setembro do ano 96 d.C. Certamente viajou à India . Morreu em idade avançada, depois dos cem anos , provavelmente em Creta.
Deixemos de lado as lendas que o envolvem e notadamente aquela que diz que Apolonio de Tiana ainda vive entre nós. Deixemos, igualmente, de lado , as relações de seus ensinamentos e o cristianismo. Mencinemos simplesmente , de passagem, que Voltaire o colocou acima de Jesus Cristo, mas isto foi, sem dúvida, para atacar os cristãos.
O certo é que Apolonio de Tiana afirmou existir em seu tempo, no século I depois de Cristo , na India , extraordináriso livros antigos contendo o saber vindo de eras desaparecidas , de um passado muito recuado. Apolonio de Tiana parece ter tido acesso a alguns desses livros, em particular é a ele que devemos na literatura hermética, passagens inteiras dos "Upanishads" e da "Bhagavad Gita".
Foi ele, antes de Bailly e Jacolliot , quem lançou essa idéia que não cessa de circular. Seus discipulo Damis fez anotações sobre esses livros, mas como por encanto as notas de Damis desapareceram. O prefaciador da obra de Mead , Leslie Shepard , escreveu em julho de 1965, recentemente , portanto , não estar fora de cogitação que as notas de Damis aparecerão um dia. Seria muito interessante , e antes de tudo , a história dos manuscritos do Mar Morto prova que as reaparições mais curiosas são ainda possiveis.
Damis fala, no que nos resta de suas notas , de reuniões secretas das quais era excluido, entre Apolonio e sábios hindus. Descreveu , também, fenomenos de levitação e de produção direta de chamas por um efeito da vontade, sem auxilio de instrumento. Assistiu fenomenos desse genero, produzidos pelos sábios indianos . Estes parecem ter acolhido Apolonio como seu igual e tê-lo ensinado o que jamais teriam ensinado a qualquer ocidental.
Apolônio parece ter visto as Estancias de Dzyan . Teria trazido um exemplar ao Ocidente.
Quem o saberá?
Extraido do livro Os Livros Malditos de Jacques Bergier - Hemus - 1971
Complemento:
No CUFON - UFO Information Service Seattle, Washington de 10/04/91 no
Introdutory Space Science - Volume II - Department of Physics - USAF
Chapter XIII
Unidentifies Flying Objects
33.2 Operational Domains - Temporal and Spatial
(...)
Nevertheless ,let us start with an intriguing story in one of the oldest chronicles of India . . . the Book of Dzyan.
The book is a group of "story-teller" legends wich were finally gathered in manuscript form when man learned to write. One of the stories is of a small group of beings who supposedly came to Earth many thousands of years ago in a metal craft which orbited the Earth several times before landing . As told in the Book :
"These beings lived to themselves and wererevered by the humans among whom they had settled . But eventually differences arose among them and they divided their numbers , several of the men and women and some children settled in another city, whwere they were promptly installed as rulers by the awe-stricken populace.
"Separation did not bring peace to these people and finally their anger reached a point where the ruler of the original city took with him a small number of his warriors and they rose into the air in a huge shining metal wessel. While they were many leagues from the city of their rnrmies they launched a great shining lance that rode on a bean of light . It burst apart in the city of their enemies with a great ball of flame that shot up to the heavens , almost to the stars . All those who were in the city - but nearby - were burned also. Those who looked upon the lance and the ball of fire were blinded forever afterward. Those who enteredthe city on froot became ill and died . Even the dust of the city was poisened , as were the rivers that flowed throught it. Men dared not go near it, and it gradually crumbled into dust and was forgotten by men. "
"When the leader saw what he had done to his own people he retired to his palace and refused to see anyone. Then he gathered about him those warriors who remained, and their wives and children, and they entered their vessels and rose one by one into the sky and sailed away. Nor did they return."
Could this foregoing legend really be an acount of an extraterrestrial colonization, complete with guided missle, nuclear warhead and radiation effects? It is difficult to assess the validity of that explanation. . . just as it is difficult to explain why Greek, Roman and Nordic Mythology all discuss wars and contacts among their "Gods ." ( Even the Bible records conflitct between the legions od God and Satan.).
Could it be that each group recorded their parochial view of what was actually a global conflict among alien colonists or visitors? Or is it that man has led surch a violent existence that he tends to expect conflict and violence among even his gods?
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A solidão das mulheres divorciadas
«Aos fins-de-semana quando não saio com a minha prima Bé fico em casa a ver televisão. Ver televisão quer dizer regar as plantas da marquise, ler o horóscopo nas revistas, desfazer o tricô do domingo anterior, mudar de canal de 20 em 20 segundos e pensar em matar-me.
O problema é que assim que me levanto para tomar os lexotans todos de uma vez a minha mãe telefona de Alcobaça a saber como estou, ouço-lhe os gritos no atendedor de chamadas (a minha mãe que tem um medo danado dos telefones sempre falou aos gritos) e como não é possível a gente suicidar-se e conversar com a mão ao mesmo tempo, desisto das pastilhas e garanto-lhe que estou óptima, não tenho febre, fumo no máximo três cigarros por dia, como bem, não emagreci(- de certeza que não emagreceste?)para a semana visito-a em Alcobaça sem falta e qualquer dia, palavra, encontro um rapaz como deve ser(- Não acredito que não haja um rapaz como deve ser no teu emprego filha)torno-me a casar, desligo o telefone com um tal cansaço e uma tal dor de cabeça que a única coisa que tenho vontade é de uma aspegic e silêncio, deixei de ter ganas de me suicidar visto que uma pessoa não consegue matar-se se estiver mal-disposta.
Nos fins-de-semana em que saio com a minha prima Bé vamos à Loja das Meias e à Escada sonhar com blazers de caxemira(- Pode ser que com o subsídio de Natal lá chegue)e casacos compridos, chateamo-nos como peruas nos filmes que os jornais gostam, encontramo-nos num bar com colegas da escola dela que descobriram na semana passada um restaurante em Alcântara e já me sucedeu acordar aos domingos de manhã num apartamento de Campo de Ourique ou do Beato ao lado de professores de Matemática com iogurtes fora do prazo no congelador, um chinelo esquecido no bidé e um cinzeiro de folha a transbordar beatas no soalho, junto de uma chávena de café quebrada.
Incapaz de tomar banho num chuveiro em que faltam o sabonete e a água para além de se achar ocupado por um montão de jornais velhos, volto a toque de caixa para o Lumiar sem me despedir do barbudo que ressona de queixo na almofada(- Não acredito que a Bé não conheça um rapaz como deve ser)com um ombro fora do pijama descosido e adormeço até que os gritos de Alcobaça me acordam, de coração aos pulos, para inquirirem no atendedor de chamadas se não tenho abusado dos fritos.
Não abuso dos fritos, não abuso do tabaco, não abuso do álcool, não abuso do sexo, não abuso de nada mãe: oiço crescer o pêlo da alcatifa, mudo de 20 em 20 segundos a televisão de canal e leio o meu horóscopo na penúltima página dos magazines femininos a seguir ao caderno da moda e a um artigo que explica como um cinto de ligas e uns sapatos vermelhos poderiam mudar a minha vida afectiva. Com um cinto de ligas os iogurtes fora do prazo desapareceriam do congelador? Com sapatos vermelhos encontraria chuveiros sem jornais? O meu horóscopo para esta semana, dividido como sempre em três partes, saúde (cuidado com o fígado!), finanças (atenção às despesas excessivas!) e amor, prevê para quarta feira, e no que respeita a paixões, um encontro inesperado que me alterará para sempre a existência. Quarta feira foi ontém e o encontro inesperado que tive consistiu em esbarrar com o meu ex-marido no metropolitano: deixou crescer o bigode, vinha acompanhado por uma mulata com metade da idade dele e nem sequer me viu. Ter-me-á visto alguma vez?
Em todos os canais de televisão passam novelas brasileiras. Oiço a chuva de Outubro contra os vidros e o casal do andar de cima a gemer ao ritmo da cama. Se me levantar para tomar os lexotans todos a minha mãe vai desatar aos gritos no atendedor de chamadas, de maneira que o melhor é ficar quietinha no sofá a olhar as plantas e o retrato do meu sobrinho bebé sem pensar no suicídio. Para quê?
Durante seis meses poupo nos almoços (uma bica, um croissant e um pastel de bacalhau) comidos em pé ali no centro, compro o blazer da Escada e uns sapatos vermelhos, a colega que vende ouro no escritório prometeu baixar-me as prestações do anel e passo o serão sozinha, de blazer, sapatos e cachucho, lindíssima, a mudar de canal e a ouvir o pêlo da alcatifa crescer.»
-- António Lobo Antunes, Livro de Crónicas, edições Dom Quixote (1995)














